Segundo o estudo, publicado na edição digital da revista científica Nature Communications, o trióxido de arsénio, cujo uso foi aprovado nos Estados Unidos em 1995, destrói uma enzima, a 'Pin1', em combinação com um fármaco utilizado no tratamento da leucemia promielocítica aguda, um subtipo de cancro do sangue e da medula óssea. O medicamento é o ácido trans-retinóico (ATRA).

A enzima 'Pin1' está associada à maioria dos cancros humanos e está especialmente ativa nas células estaminais cancerígenas (as que dão origem às células de um determinado tipo de cancro e são mais resistentes aos tratamentos).

Investigadores do Beth Israel Deaconess Medical Center, um hospital em Boston, nos Estados Unidos, concluíram, em testes de laboratório, que ratinhos com a falta de expressão da 'Pin1' são mais resistentes ao desenvolvimento de cancro, mesmo quando as suas células expressam oncogenes (genes ligados ao aparecimento de tumores) ou carecem de genes supressores de tumores (os que reduzem a probabilidade de uma célula se tornar cancerígena).

A equipa observou que, quando administrados em doses clinicamente seguras, o trióxido de arsénio e o medicamento ATRA, juntos, eliminam células estaminais cancerígenas em roedores e em culturas de células, assim como em modelos de tumores de doentes com cancro da mama triplo negativo, um subtipo de cancro da mama muito agressivo, refere a instituição hospitalar em comunicado.

Um bocadinho de gossip por dia, nem sabe o bem que lhe fazia.

Subscreva a newsletter do SAPO Lifestyle.

Os temas mais inspiradores e atuais!

Ative as notificações do SAPO Lifestyle.

Não perca as últimas tendências!

Siga o SAPO nas redes sociais. Use a #SAPOlifestyle nas suas publicações.