“A gravidade da situação exige o alerta e a intervenção dos beneficiários”, afirma a associação na carta que foi hoje também divulgada aos órgãos de comunicação social.

Para assegurar uma intervenção ativa dos beneficiários da ADSE, e a defesa dos seus interesses, a Associação 30 de Julho anunciou que vai promover sessões de esclarecimento e de debate sobre a situação atual e futura da ADSE.

Sessões nas cidades de Lisboa, Porto e Coimbra estão já agendadas, tendo lugar a primeira em menos de duas semanas, a 25 de fevereiro, em Lisboa.

A associação diz ainda ter solicitado reuniões “com todos” os grupos parlamentares e “reiterado” pedidos de entrevista ao Governo e ao Conselho Diretivo da ADSE, com vista a transmitir as suas preocupações com a situação da ADSE.

"É pois indispensável que o Conselho Diretivo da ADSE e o Governo, responsável pelo modelo de gestão imposto à ADSE e que persiste em não dar resposta às propostas e recomendações do Conselho Geral e de Supervisão, encontrem rapidamente uma solução que defenda os legítimos interesses dos beneficiários utilizadores dos serviços dos hospitais privados com os quais a ADSE tem atualmente convenção, sem prejuízo de assegurar o necessário alargamento da rede a novos prestadores convencionados", defende naquela carta.

Vários grupos privados, entre os quais o grupo José de Mello Saúde e Luz Saúde, pretendem suspender a partir de abril as convenções com o sistema de saúde dos funcionários públicos ADSE, segundo uma notícia do Expresso divulgada na semana passada.

No mesmo dia, o conselho diretivo da ADSE disse não ter recebido "formalmente, de nenhum destes grupos, a comunicação da denúncia ou resolução das convenções em vigor", sublinhando que existem prazos contratuais que têm de ser cumpridos quando se procede à denúncia.

Na terça-feira, o grupo Luz Saúde comunicou aos seus colaboradores o fim das convenções com o subsistema de saúde da função pública a partir de 15 de abril.

“Informamos que os hospitais e clínicas da rede Hospital da Luz se veem obrigados, a partir de 15 de abril, a deixar de prestar os serviços ao abrigo das convenções celebradas com a ADSE. Fazemo-lo com a convicção de que tentámos, até ao limite, encontrar um entendimento com a ADSE", lê-se no comunicado interno.

Também a José de Mello Saúde formalizou na segunda-feira a suspensão da convenção com a ADSE para prestação e cuidados de saúde aos seus beneficiários em toda a rede CUF, podendo evoluir para denúncia definitiva da convenção.

De acordo com uma nota interna da José Mello Saúde, assinada pelo presidente Salvador Mello a que o jornal Expresso teve acesso, a suspensão da convenção com a ADSE tem efeitos a partir do dia 12 de abril.

Já no final de dezembro, a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada revelou que alguns prestadores admitiam deixar de ter convenção com a ADSE, após esta ter exigido 38 milhões de euros por excessos de faturação em 2015 e 2016.

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