O presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) adiantou que, em média, nos hospitais, no turno da noite a adesão foi de 76,2% e no turno da manhã de 76,4%.

“Esta forte adesão dos enfermeiros à greve geral da função pública traduz a insatisfação e a revolta dos enfermeiros em relação à imposição das 40 horas semanais”, declarou José Carlos Martins.

Segundo o sindicalista, os enfermeiros exigem a reposição das 35 horas de trabalho semanais, a harmonização salarial entre todos os enfermeiros e o descongelamento das carreiras.

Depois da greve de hoje, o SEP vai lançar uma discussão para que o setor avance com formas de luta específicas, que podem passar pela marcação de uma paralisação setorial.

José Carlos Simões manifestou-se ainda indignado com a imposição de novos serviços mínimos para greve de hoje, decretados unilateralmente pelo juiz do tribunal arbitral.

De acordo com o SEP, ao final de 20 anos de serviços mínimos negociados entre o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses e os sucessivos governos, um juiz presidente do Tribunal Arbitral decidiu, unilateralmente, alterar os serviços mínimos e o número de enfermeiros para os assegurar, nas instituições de saúde.

A greve de hoje foi convocada pela federação sindical filiada na CGTP e teve depois a adesão do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP) e do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE).

Na origem da convocação da greve estão os cortes salariais na Função Pública, o aumento do horário semanal das 35 para as 40 horas, a colocação de trabalhadores no regime de requalificação, o congelamento das carreiras e a falta de negociação no setor.

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