No continente português, os utentes deixaram de ter acesso, este domingo, a dois testes gratuitos por mês de despiste do SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19, em farmácias e laboratórios convencionados.

Nos Açores, o Governo Regional continua a comparticipar quatro testes gratuitos por mês, em farmácias, laboratórios e outras associações com convenção, mas a partir de “meados deste mês” esses testes só serão gratuitos “para aceder a espaços onde é obrigatória a apresentação de teste e na sequência de requisição decorrente de sintomatologia ou de um auto teste positivo”.

Atualmente, ainda é exigida a apresentação de teste para acesso a lares de idosos ou instituições de saúde na região.

Essas instituições terão de emitir uma “declaração” para que o utente possa ter acesso a testes gratuitos.

Questionado sobre a possibilidade de haver um congestionamento da Linha Saúde Açores, Clélio Meneses salientou que a requisição de teste pode ser pedida na página da Internet dedicada à covid-19 na região.

“Entendemos que a [procura pela] linha será residual, apenas para aquelas pessoas que não têm capacidade de acesso a meios informáticos”, apontou.

O titular da pasta da Saúde nos Açores disse ainda que na região será administrada uma quarta dose da vacina contra a covid-19 aos idosos com mais de 80 anos, à semelhança do que foi decidido no continente português.

“No final do verão, as pessoas com mais de 80 anos poderão ser vacinadas, para além dos imunodeprimidos que, por prescrição médica, se entenda que devam ser protegidos com uma segunda dose de reforço”, adiantou.

Questionado sobre as taxas moderadoras, que no continente português vão deixar de ser cobradas a partir de junho, com exceção das urgências não referenciadas e das que não resultem em internamento, Clélio Meneses disse que essa matéria está a ser estudada na região.

“Entendemos que o Serviço Regional de Saúde tem características específicas e é uma matéria que vamos estudar de forma profunda”, revelou.

Atualmente, nos Açores, já são cobradas taxas moderadoras apenas nas urgências, mas o alargamento da isenção a este serviço é uma “questão complexa”, segundo o governante.

“É necessário que haja uma moralização do sistema para que aqueles que precisem de cuidados de saúde tenham cuidados de saúde. É uma matéria que exige muita reflexão e muito trabalho. Estamos já a iniciar esse trabalho e não vai ser decidida de ânimo leve e só porque na República se decidiu”, salientou.

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