Depois dos eventos de Londres e Milão, a capital francesa recebe até domingo um total de 56 desfiles da temporada outono-inverno, entre os quais se destacam marcas como Dior, Louis Vuitton e Vetements.

Vários desfiles, como os de Thom Browne e Andrea Crews, estão previstos para sábado, dia em que os "coletes amarelos" se manifestam, desde meados de novembro, contra as políticas do governo, alterando a atividade de Paris e provocando em alguns casos destruição, inclusive contra lojas de luxo.

Sem informar os motivos, a Dior reprogramou o seu desfile, previsto para sábado, para sexta-feira. Outros como Thom Browne, Namacheko e Sacai mudaram o horário das suas apresentações.

A Federação francesa de Alta-costura e de Moda, organizadora deste evento que atrai celebridades e boa parte dos representantes do setor, limitou-se a dizer que está a trabalhar "com as empresas e as autoridades para que os desfiles sejam realizados nas melhores condições".

Depois da dança das cadeiras

 Desfile Celine primavera-verão 2019
créditos: Anne-Christine POUJOULAT / AFP

Durante o evento, os olhares estarão voltados para os estilistas que assumiram há pouco tempo novos cargos, após uma temporada marcada pela dança das cadeiras à frente das direções artísticas.

Depois do seu polémico início à frente da Celine, Hedi Slimane apresentará oficialmente no domingo a primeira linha masculina da marca francesa, embora já tenha incluído algumas peças no seu desfile da Semana da Moda feminina, em setembro.

Para as mulheres, o emblemático estilista francês recuperou as silhuetas filiformes e roqueiras (na imagem) com as quais revolucionou a moda no ano 2000, uma mudança aplaudida pelos seus seguidores mas muito criticada por boa parte dos fãs da Celine, apegados ao estilo chique-desportivo da sua antecessora, a britânica Phoebe Philo.

Abloh, Jones e Van Assche

O estilista Virgil Abloh
créditos: BERTRAND GUAY / AFP

Outra estrela do momento, Virgil Abloh (na imagem), ex-assessor de Kanye West, apresentará esta quinta-feira a sua segunda coleção para a Louis Vuitton homem, e na véspera fará o mesmo para a sua marca própria, a Off-White.

O britânico Kim Jones realizará o seu segundo desfile para a Dior homem. O seu antecessor, Kris Van Assche, vai estrear-se na Berluti.

Para além das marcas famosas, haverá outras que desfilarão pela primeira vez em Paris, como o artista e DJ americano Heron Preston, que trabalhou com a Nike, Off-White e Nasa e que abriu o certame na terça-feira.

Amarelo fluorescente

Heron Preston, também ex-colaborador de Kanye West, apostou em cores fluorescentes, como o laranja e o amarelo, usadas como "total look", da cabeça aos pés, ou como complementos em peças escuras.

No seu desfile, marcado pelo "streetwear" e "workwear", os modelos avançaram pela passerelle após passar por um suposto controlo de segurança e "scanear" as suas malas.

A marca chinesa Sankuanz também apostou no amarelo, com uma coleção de estilo motociclista, na qual predominam os blusões e anoraques com faixas fluorescentes nessa cor.

O homem já não carrega uma mala, mas várias. Deste acessório, pendurado nas costas, "nascem" outros mais pequenos.

Alguns modelos, exibindo mãos metálicas, aproximam-se de um possível cenário futuro no qual o homem e o robô se fundem.

Após os desfiles masculinos - embora muitos deles já sejam mistos -, haverá os de alta-costura, entre 21 e 24 de janeiro.

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