Esta "Declaração da indústria da moda para a ação climática", impulsada pela ONU, inclui entre outros objetivos privilegiar os tecidos com baixo impacto sobre o clima, aplicar medidas de economia energética, usar transportes pouco poluentes e deixar de utilizar o carvão como fonte energética das suas fábricas até 2025.

O texto foi assinado durante a 24ª Conferência do Clima da ONU (COP24,) que é realizada na cidade polaca de Katowice, por 43 empresas, incluindo marcas de roupa prêt-à-porter como a Gap, mas também o grupo Kering (que detém marcas como Gucci, Saint Laurent ou Balenciaga) e o gigante do transporte marítimo, Maersk.

A indústria da moda é a segunda mais poluente do planeta depois do petróleo e, segundo estimativas, representa 10% das emissões de CO2.

"A indústria da moda está à frente no que diz respeito à definição da cultura mundial, de modo que me alegra ver que também mostra o caminho em termos de ação climática", comentou em comunicado a responsável pelo clima da ONU, Patricia Espinosa, incentivando outros setores a seguirem o "exemplo".

"A nossa história não é a melhor em termos de ação climática", reconheceu à imprensa Stegan Seidel, responsável de "desenvolvimento sustentável" da Puma. "Desta vez queremos fazer isso bem", disse.

Conseguir reduzir as emissões em 30% até 2030 "requererá inovação e colaboração", admitiu em comunicado o diretor da Burberry, Marco Gobbetti.

A estilista britânica Stella McCartney incentivou os seus pares da indústria "a assinarem agora esta declaração e tomarem as medidas necessárias" para aproveitar "a oportunidade de fazer a diferença".

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