À margem da cerimónia da celebração do segundo aniversário do Gabinete de Atendimento e Informação à Vítima (GAIV) da PSP do Porto, o coordenador daquele serviço, o comissário da Marco Almeida, adiantou à Lusa que o serviço registou exatamente 1.216 crianças vítimas de violência doméstica ou que assistiram àquele crime nas suas casas.

Só no ano de 2014, o GAIV contabilizou 85 crianças que acompanharam as vítimas, na maioria as mães, na altura em que fizeram as denúncias naquele gabinete.

O GAIV também registou 101 vítimas em 2014 com mais de 65 anos, sendo que a franja mais complicada é constituída por mulheres com idades compreendidas entre os 80 e os 90 anos, adiantou o comissário Marco Almeida, referindo que no mesmo período foram sinalizados 105 agressores com mais de 65 anos.

Desde a sua constituição, o GAIV da PSP do Porto atendeu 3.368 pessoas, a maioria (93,9%) vítimas do crime de violência doméstica, e registou também um aumento do número de denúncias de vítimas do crime de violência doméstica na ordem dos 34,8%, de 1.347 para 1.816 vítimas, do primeiro para o segundo ano.

“A violência doméstica é um flagelo complexo”, admitiu Marco Almeida, considerando que se procura “transmitir qualidade” com o GAIV para se poder aplicar medidas de coação ao agressor e medidas de apoio às vítimas.

Uma vítima de violência doméstica assumia que com o GAIV se sente mais protegida, principalmente porque todas as semanas a polícia fala com ela e pede-lhe informações. “Estou a gostar e a sentir-me protegida”, disse a vítima apoiada pelo GAIV.

O GAIV do Porto dispõe de 17 elementos do policiamento de proximidade.

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