
Não são só os solteiros nem os comprometidos que não vivem juntos que têm menos relações sexuais nos dias que correm. Os casais que cohabitam também estão a fazer menos sexo. Um estudo levado a cabo por um grupo de investigadores da London School of Hygiene and Tropical Medicine, um prestigiado estabelecimento de ensino inglês, confirmou que, nas últimas décadas, a frequência das relações sexuais diminuiu.
Não é, todavia, o primeiro. As novas gerações valorizam menos a sexualidade do que as anteriores, como têm verificado inúmeros especialistas. Nos casais que estão juntos há mais tempo, a culpa é da(s) rotina(s) que se vão instalando com o passar do tempo. No caso dos mais novos, são outros interesses. "Muitas pessoas consideram que é uma atividade aborrecida", justifica mesmo a terapeuta sexual britânica Cate Campbell.
Em declarações ao jornal The Guardian, a especialista confirma a tendência atual, mas sugere dicas para a contrariar. "À medida que o tempo vai passando, os casais vão deixando de fazer coisas e, como acham que o parceiro já não tem interesse nelas, acabam por desistir", critica também a terapeuta sexual Armele Philpotts. Apesar de considerar que falar de sexo, mesmo entre casais, não é fácil, uma vez que é "um assunto muito pessoal e as pessoas sentem-se vulneráveis", a terapeuta sexual aconselha a fazê-lo. Sem medos nem tabus. "É possível fazê-lo sem humilhar o outro", garante.
Comentários