"Estamos a começar mais um Carnaval da melhor maneira com este corso magnífico e as expetativas são grandes", afirmou à agência Lusa César Costa, da empresa municipal Promotores, que organiza o evento.

"Qualquer tempo é bom porque nem a chuva demove os foliões, por isso esperamos ter os corsos cheios e esperamos cerca de 350 mil visitantes", apontou o responsável.

Num ano em que o tema é "Figuras e Figurões", os mais pequenos deram largas à imaginação nas escolas e desfilaram mascarados de palhaços, Zés Povinhos, saloios ou mínimos, como é o caso de Soraia, 10 anos, oriunda da Aldeia Grande.

Já Bruna, 12 anos, foi de pirilampo, num corso onde desfilam também os tradicionais coretos, cozinheiros, duendes, bobos da corte, rainhas e reis, ratos, ursos, pandas e até bonecos de neve, apesar de o Carnaval se prever soalheiro este ano.

A assistir ao desfile estiveram cerca de 30 mil pessoas, estimou a organização. São sobretudo familiares dos alunos das escolas.

É o caso de Sofia Santos, de São Pedro da Cadeira. Depois de ter cosido o fato de bobo da corte para o filho de cinco anos, agora vem vê-lo a desfilar. Apesar de "ter dado trabalho", fê-lo com satisfação para agora ver o menino "contente e aos pulos" no meio do corso.

Pelo contrário, Madalena Rosário aproveitou o facto de estar aposentada para vir ver o desfile.

Apesar de ser natural do concelho, como sempre residiu em Lisboa, "não fazia ideia que as pessoas da sua terra vivessem tanto o Carnaval, dos miúdos aos graúdos", motivo pelo qual está a gostar e promete voltar nos próximos dias.

O evento prossegue hoje com a tradicional chegada dos reis do Carnaval e, no sábado, sai à rua o primeiro de vários corsos com carros alegóricos, conhecidos pela sátira político-social, que completam o programa até terça-feira.

Depois dos corsos, a animação continua madrugada fora nas praças e bares da cidade.

O programa termina na quarta-feira, com o tradicional enterro do entrudo.

O Carnaval conta este ano com um orçamento de 600 mil euros, o maior dos últimos seis anos.

Dada a afluência de turistas, os principais hotéis estão esgotados na cidade e, no resto do concelho, com taxas de ocupação entre os 50% e os 75%, de acordo com dados do Turismo do Centro.

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