A necessidade de intervir precocemente em famílias e crianças que apresentam problemas de desenvolvimento ou sujeitas a situações de risco biológico e/ou ambiental é discutida na sexta-feira e no sábado, num encontro na Universidade do Minho, em Braga.
A 1.ª Conferência Internacional sobre Intervenção Precoce e a Conferência Anual da Associação Europeia de Intervenção Precoce (EURLYAID), que se realizam no Instituto de Educação da UMinho, serão dedicadas ao tema geral "Famílias e Intervenção Precoce: Ecologia do Desenvolvimento".
Aprendizagens e desenvolvimento de crianças em idade pré-escolar, pesquisas e práticas de intervenção precoce a nível europeu e internacional, envolvimento da família e da comunidade na intervenção precoce, sinalização de crianças com perturbações da linguagem e o papel da brincadeira e do jogo, da fala e da leitura na melhoria da comunicação e da linguagem são algumas dos temas em debate.
Em declarações à Lusa, Ana Serrano, docente na Universidade do UMinho, membro da direção da Associação Nacional de Intervenção Precoce e representante em Portugal da Associação Europeia - Eurlyaid, explicou que o sistema nacional de Intervenção Precoce está enquadrado juridicamente desde 2009.
“A organização do serviço começou, efetivamente, em 2010, razão pela qual ainda não existe uma avaliação da sua implementação, mas podemos afirmar que está a ser bem-sucedida em termos de alargamento do serviço a todas as regiões”, considerou a responsável. Segundo a especialista, “estão a começar a ser identificadas muitas crianças e há a necessidade de criar mais recurso e mais equipas locais de intervenção para cobrir as necessidades dos utentes”.
“Na região Norte, onde temos uma densidade populacional muito maior, temos muito mais crianças que vão precisar de apoio e as equipas que existem, se calhar, não serão suficientes para responder a todas as necessidades”, admitiu Ana Serrano.
 A especialista admitiu que a crise e as consequentes dificuldades económicas das famílias “aumentam a necessidade de apoio e muitas vezes não há recursos suficientes para responder a essas carências”. “Vamos ver como é que o sistema vai ser capaz de lidar com esta discrepância que existe entre necessidades e recursos humanos e financeiros para lhes responder”, sublinhou.
Lusa
12 de setembro de 2012

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