No relatório sobre o “Processo de Avaliação Externa da Aprendizagem – Provas Finais de Ciclo/Exames Nacionais 2104”, o Júri Nacional de Exames (JNE) alerta para problemas encontrados na bolsa de classificadores do secundário: tem poucos professores inscritos e há dados desatualizados.

No ano passado, os alunos do secundário realizaram, na primeira fase, 322.123 provas, mas “no processo de classificação dos exames finais nacionais estiveram envolvidos 6.919 docentes pertencentes à Bolsa de Classificadores”, refere o JNE no documento divulgado esta semana.

Por isso, o JNE recomenda o aumento do número de professores classificadores, lembrando que permitiria reduzir a quantidade de provas por classificador, que podem ser 60, um número considerado “excessivo, tendo em conta o tempo disponível para o processo de classificação”.

Outro dos problemas prende-se com a falta de atualização da bolsa de classificadores, que permite a escolha de professores para avaliar conhecimentos de uma determinada disciplina quando estão a dar aulas a outras disciplinas ou em outros níveis de ensino.

“A bolsa deveria ser reformulada e deveria ser atualizada anualmente, tendo em conta que alguns dos docentes que a integram, apesar da formação, não têm contacto funcional com os respetivos programas curriculares para os quais foram designados como professores classificadores, enquanto outros professores que nos últimos quatro anos lecionaram o ano/disciplina de exame continuam a não pertencer à bolsa, embora muitas vezes manifestem esse desejo”, defende o JNE.

A bolsa continha ainda docentes aposentados, “professores que não viram renovados os seus contratos”, casos que surgem em duplicado por terem mudado de escola, “outros professores que já não lecionam na escola indicada e ainda outros com prioridades assinaladas incorretamente, bem como docentes que integram simultaneamente as bolsas do ensino básico e do ensino secundário”.

O JNE recomenda, por isso, a atualização das informações disponíveis na bolsa e o alargamento a mais professores para diminuir o rácio de provas por classificador e evitar que um mesmo classificador tenha de classificar provas nas duas fases.

Além da bolsa, o JNE apontou as datas de realização da 1.ª fase das provas finais do 1.º e 2.º ciclo como outro dos aspetos mais problemáticos no processo das provas e exames, em parte por se realizarem durante o decorrer do ano letivo.

Entre os problemas, o JNE recordou o caso do grupo de estudantes do 6.º ano que, no ano passado, não realizaram a segunda fase das provas porque as escolas perceberam mal a hora de realização da prova, “traduzindo-se num aumento do número de alunos que se viram em situação de retenção, por falta a uma prova de âmbito nacional”, lê-se no relatório.

O despacho que define os horários das provas e exames nacionais não é claro no que toca às datas da segunda fase do 6.º ano, podendo suscitar dúvidas sobre se a prova se realizaria de manhã ou de tarde.

Para minimizar os impactos da falha, os alunos puderam, a título excecional, realizar as provas numa outra altura.

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