Todos os anos, cerca de 40 pessoas morrem e 1 900 ficam feridas, na Europa, devido a acidentes com isqueiros, sendo a maioria das vítimas crianças. Os dados são da Comissão Europeia, segundo comunicado divulgado pela BIC.
Isto acontece porque quase 75% dos modelos de isqueiros testados pelo PROSAFE (Product Safety Enforcement Forum of Europe) não cumprem as normas de segurança exigidas, apesar dos esforços legais que estão a ser feitos pela Comissão Europeia com vista à diminuição desta ameaça, acrescenta o comunicado. A grande maioria destes isqueiros é importada.
Em causa estão requisitos de segurança como o mecanismo de resistência para crianças, a altura da chama, a percentagem de enchimento de gás, a resistência à queda ou a resistência à temperatura.
A decisão da Comissão Europeia de 11 de Maio de 2006 (2006/502/EC) introduziu dois elementos nos requisitos para a conformidade de segurança nos isqueiros:
- serem resistentes a crianças (ou seja, modificados para serem mais difíceis de funcionar, e que não podem ser operáveis por pelo menos 85% das crianças com menos de 51 meses de idade);
- estarem de acordo com o standard Child Resistant, que exige que todos os isqueiros cumpram a norma de segurança ISO 9994 (estabelece requisitos de segurança como a altura da chama, a resistência contra a ejecção de gás, a pulverização catódica e a faísca, a extinção da chama, a percentagem de enchimento de gás, a resistência a uma queda de uma altura de 1,5 metros, a resistência a temperatura elevada e a resistência a uma utilização de chama acesa contínua durante dois minutos, entre outros).
Esta decisão proibia ainda os isqueiros fantasia, mesmo que equipados com um dispositivo resistente a crianças.
O objetivo era atingir os mesmos resultados obtidos na América do Norte, onde a implementação da norma de segurança significou uma redução de 60% na taxa de acidentes com crianças.
No entanto, segundo a empresa, esta decisão da Comissão Europeia tem-se revelado insuficiente para impedir a entrada de isqueiros não conformes com as normas de segurança.
A BIC, fabricante de artigos de papelaria, isqueiros e lâminas de barbear, em conjunto com a consultora internacional APCO Insight, apresentou um novo estudo onde revela que 87% dos europeus estão preocupados com a venda de isqueiros de bolso considerados extremamente perigosos em toda a Europa. Estes isqueiros já foram banidos de alguns países.
Os resultados do estudo revelaram ainda outros dados surpreendentes. Quase dois em cada três entrevistados (63%) acredita que mais de 50% dos produtos importados à venda na Europa são controlados na alfândega. No entanto, as autoridades revelaram que menos de 1% dos bens não alimentares são alvo de controlo à chegada.
Este estudo surge após a Comissão Europeia ter dado 10 semanas (de acordo com os procedimentos da União Europeia) à Food and Consumer Product Safety Authority (SVA), na Holanda, para explicar a sua política de fiscalização relativamente aos isqueiros importados através do Porto de Roterdão, no seguimento de uma queixa apresentada pela BIC.
30 de Maio de 2011

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