Pelas 08:30 de hoje, dezenas de alunos juntavam-se já na porta da escola dos 2.º e 3.º ciclos para o primeiro dia de aulas, com os encarregados de educação e docentes satisfeitos com a abertura do ano letivo mas preocupados com o amianto que constitui a cobertura do estabelecimento de ensino.

“A escola abriu com normalidade, temos todas as turmas em salas de aulas, mas decorrente de situações particulares de mobilidade e de uma outra situação para outras funções faltam-nos sete docentes. Eu calculo que segunda-feira (17 de setembro), já possamos pensar a 100%”, assegurou o diretor do agrupamento de Monforte, António Parreira, em declarações à agência Lusa.

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João Velez, da Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de Monforte, disse por sua vez à Lusa que apesar dos “problemas” com que vivem atualmente os professores, a falta de “motivação” vai ser superada pelo seu profissionalismo e que o ano letivo vai decorrer naquela vila alentejana com normalidade.

Preocupada com o fibrocimento

Sandra Alexandre é encarregada de educação de um aluno do agrupamento de Monforte e espera que o ano letivo seja “tranquilo”, mostrando-se, também, preocupada com as questões relacionadas com o fibrocimento nas coberturas da escola.

Dezenas de escolas continuam à mercê dos perigos do amianto
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Inaugurada em 1987, a escola “sede” do agrupamento de Monforte, com cerca de 200 alunos, vai sofrer uma transformação a partir de junho de 2019, com um conjunto de obras de requalificação cujo principal objetivo passa pela retirada das placas de fibrocimento das coberturas e reunir no mesmo espaço várias valências. “As coberturas são todas de amianto, está degradado e é um caso de saúde pública”, alertou António Parreira.

O presidente do agrupamento considera que a comunidade escolar vai passar por um “período difícil” enquanto decorrerem as obras, nomeadamente no que diz respeito ao acondicionamento, estando previsto para essa altura a utilização de contentores e de outros espaços em Monforte para que as aulas possam decorrer com normalidade.

“Há outras alternativas, há outros espaços que nós hoje já ocupamos. Os contentores atualmente veem devidamente equipados e preparados para poderem acomodar as turmas e os serviços, não nos preocupa essa situação, preocupa-nos esta que vivemos hoje que é estarmos aqui a 50 centímetros de placas de amianto degradadas”, disse.

O presidente do município de Monforte, Gonçalo Lagem, explicou à Lusa que a remoção das placas de fibrocimento e respetiva requalificação da escola vai contar com um investimento “superior a 4,5 milhões de euros”, sendo a obra comparticipada em 85% por fundos comunitários.

“Nós depois vamos dividir a contrapartida nacional, pagando metade do valor em falta o município e o restante valor pelo Ministério da Educação”, disse.

Gonçalo Lagem, que espera que no início de 2021 as obras estejam concluídas, recordou ainda que este processo foi alvo de uma “longa luta” ao longo dos últimos anos.

“Os espaços físicos são manifestamente insuficientes para as valências que temos, pois existe uma unidade de multideficiência no concelho e somos uma escola com comunidades multiculturais e com diferentes currículos. Estamos a funcionar de forma dispersa e a ideia é apetrechar o espaço e reunir todas estas áreas”, indicou.

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