Farmácias Portuguesas

– secar bem a sutura;
– mudar os pensos higiénicos com frequência;
– se apresentar edema, deve aplicar-se gelo no local (envolvido num pano); a cada 8 horas, não mais do que 20 minutos (durante dois a três dias pós- parto);
– se houver dificuldade em sentar, pode usar-se uma boia insuflável;
– em caso de dor no períneo ou no local da episiotomia, pode recorrer-se à toma de paracetamol (analgésico), desde que haja consentimento do médico;
– estar atento a sinais de infeção (rubor circundante, dor intensa, exsudado, calor, cheiro fétido, estado febril);
– caso os pontos demorem mais do que o previsto a cair, a mulher deve dirigir-se ao seu médico assistente.
Outras situações desconfortáveis mais comuns relacionadas com o parto:
Dores nas costas (lombalgias) – devem evitar-se as posições incorretas, para isso a mulher deverá: mudar as fraldas e dar banho à criança num plano ao nível da cintura (e nunca curvada); dar de mamar numa posição confortável, recorrendo se necessário a uma almofada. Para ultrapassar as dores nas costas a mulher deve iniciar exercícios de extensão da coluna e de fortificação da musculatura acessória com plano de exercícios adequado;
Perda acentuada de cabelo – é aconselhável o uso de champôs anti queda;
Cicatriz da cesariana – ao 7º dia pós-parto devem ser retirados os agrafos ou pontos, dependendo do tipo de sutura operatória. Se a cicatriz tiver um aspeto avermelhado e duro (infeção) ou tiver aberto (deiscência), a mulher deve ir a um serviço de urgência.
Síndrome Depressivo Pós-Parto – após a primeira semana é provável que a mulher comece a notar algumas alterações do humor. Contudo, esta fase pode prolongar-se e desencadear a depressão pós-parto. O parto de um bebé e as alterações, de hábitos criam novas responsabilidades e, por vezes pode entrar em conflito com ideias e valores da educação da mãe, bem como com a relação com o seu companheiro. Esta situação não deve ser desvalorizada pelo que se a tristeza durar mais do que 2 semanas ou se for muito acentuada é importante a mulher recorrer a apoio psicológico ou psiquiátrico.
Silhueta: O uso de cinta de pós-parto é um assunto polémico. Há alguns anos era obrigatório o uso de cinta em caso de cesariana, mas agora essa opinião não é consensual, pois as cintas podem melhorar o aspeto externo de silhueta mas, ao dificultarem o fluxo sanguíneo, podem atrasar a recuperação dos tecidos e ao aumentarem a pressão intra-abdominal podem aumentar o risco de incontinência urinária. Assim, é aconselhável que a mulher converse com o médico, de forma a agir adequadamente.
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