Nunca foi de andar abraçada a mim a dizer que me ama, mas ensinou-me tudo o que sabe (e se não me ensinou mais foi porque eu não quis aprender).

Deu o melhor dela, todos os dias, para que eu me tornasse numa pessoa íntegra, capaz e feliz. Conseguiu.

Não aprendi com ela a ser mãe (porque acho que não se aprende a ser mãe – nem pai). Mas aprendi com ela o valor do tempo, da entrega, da luta. Aprendi com ela o poder de abdicar, de dar sem medida, de fazer acontecer.

Devo a mãe que sou à mãe que ela foi para mim. Tivemos desentendimentos, nem sempre a ouvi, ela nem sempre me ouviu a mim, mas sempre tivemos a capacidade de relativizar. Acarinhou-me quando mais precisei. Esteve ao meu lado quando nasceu a minha filha, foi a primeira a vê-la e chorou, feliz, por aquela neta que havia de a derreter vezes sem conta. Ama os meus filhos ainda mais do que me ama a mim (e quem tem filhos sabe o quão valioso é este amor).

Eu não seria a mesma mãe se não tivesse esta mãe que é a minha. Foi dela que herdei a garra, foi dela que herdei a força. Não herdei outras coisas (e quem me dera ter herdado...), mas sou dela mais do que de outra coisa qualquer.

A ti, Mãe, um agradecimento profundo pelo que me ensinaste, pelo que me mostraste, pelo que foste e és para mim. Amo-te. E este primeiro momento aqui, em forma de crónica, não podia ser senão teu.

 

Lénia Rufino

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