Em Portugal, a vida de um artista nem sempre é fácil e a falta de dinheiro é muitas vezes uma das suas grandes preocupações. Aliás, Herman José afirma mesmo que “não há artistas ricos em Portugal”.

“A Amália [Rodrigues] vivia lindamente porque trabalhava. Quando deixou de trabalhar, começou a fazer contas e começou a entrar em pânico. O último jantar que tive em casa dela foi um strogonoff de frango. E as garrafas eram desirmanadas, porque eram ofertas. Ninguém tinha ido comprar”, começou por dizer o humorista durante a conversa com Rui Unas no podcast ‘Maluco Beleza’, comparando logo de seguida os artistas portugueses à ponta de um icebergue.

“O artista em Portugal é só a ponta do icebergue. Falta o resto. Quando a ponta do icebergue avaria, não há nada em baixo. Acabou. Vai-se para a Casa do Artista”, explicou.

Mas a fadista portuguesa não foi o único nome referido por Herman José, o ator Nicolau Breyner também foi outro dos exemplos do comediante.

“O Nicolau [Breyner] teve um final de vida tristíssimo, amargurado. O mercado começou a apertar, os ordenados começaram a baixar, os encargos ficam imensos com famílias, a própria saúde… A pessoa à medida que vai envelhecendo precisa de gastar dinheiro com ela própria. Uma das grandes tristezas de Nicolau era a falta de dinheiro. Se ele fosse rico, se tivesse os 600 mil milhões de libras da Madonna, estava vivo e era um tipo feliz. Estava a fazer filmes...”, disse o humorista alemão.

Recorde-se que Nicolau Breyner morreu em março do ano passado, aos 75 anos, sem se despedir dos que o rodeavam.

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