Agora, é Madame X, a personagem multifacetada que dá nome ao seu novo disco, que será lançado antes do verão. Para promover aquele que será o seu décimo-quarto álbum, a cantora norte-americana inspirou-se na(s) protagonista(s) dos três filmes com o mesmo nome, realizados por Lionel Barrymore, David Lowell Rich e Ulrike Ottinger, entre 1929 e 1977. Mas, no passado, a intérprete de "Vogue" já teve outro alter ego.

Em 1992, para o álbum "Erotica", já tinha feito o mesmo, assumindo a personalidade de Dita. Na altura, a inspiração foi Dita Parlo, nome artístico de Grethe Gerda Kornstädt, a atriz alemã que interpretou o papel de uma dominatrix sadomasoquista no filme "L'Atalante" de 1934. Embalada pela temática do disco, aceitou o repto de Judith Regan, uma das decisoras da editora Simon & Schuster, fazer um livro de fotografias eróticas.

Comercializado num invólucro prateado com a fotografia da cantora, "Sex", que também incluía um CD com uma versão exclusiva do single "Erotica", esgotou num ápice. Steven Meisel e Fabien Baron assinam as fotografias ousadas e polémicas, que recriam algumas das (muitas) fantasias sexuais da cantora, como pode ver na galeria de imagens que se segue, que inclui algumas das fotografias eróticas e até retratos com nudez explícita.

A atriz Isabella Rossellini foi uma das muitas celebridades que participaram no livro. A lista de convidados inclui ainda os rappers Big Daddy Kane e Vanilla Ice, a modelo Naomi Campbell, o ator pornográfico gay Joey Stefano, o ator Udo Kier e uma socialite, a princesa Tatiana von Fürstenberg. A ousadia acabaria por custar caro à cantora, com "Erotica" a ficar aquém das expetativas comerciais da editora discográfica de Madonna.

"Não diria que estou arrependida. Cometi erros e aprendi com eles. Muitas pessoas querem ouvir-me dizer que estou arrependida de ter lançado aquele livro mas não estou", admitiria publicamente Madonna anos depois. Entretanto "Sex" converteu-se, com o passar do tempo, num ícone da cultura pop e do pós-feminismo moderno. É, ainda hoje, 27 anos depois, um dos livros descatalogados mais procurado do mundo.

Entretanto, Madonna, que hoje lança mundialmente "Medellín", o primeiro single de "Madame X", o disco que gravou em Londres, em Los Angeles e em Portugal enquanto vivia em Lisboa, teve ainda um terceiro alter ego. Em 2004, faz agora precisamente 15 anos, quando começou a seguir a cabala, a disciplina esotérica que se originou no judaísmo, Madonna adotou o nome de Esther, um nome próprio de origem hebraica.

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