Leonardo Wilhelm DiCaprio, que nasceu a 11 de novembro de 1974, faz hoje 45 anos. A mãe, Irmelin Indenbirken DiCaprio, decidiu chamá-lo assim porque foi enquanto observava um quadro do pintor Leonardo da Vinci na Galleria degli Uffizi, em Florença, em Itália, que sentiu o primeiro pontapé do bebé que carregava no ventre. Nascido em Los Angeles, na Califórnia, tinha um ano quando os pais se separaram. Em criança, queria ser ator ou biólogo marinho.

Tinha dois anos quando subiu pela primeira vez a um palco e aos quatro já gravava anúncios publicitários. Aos cinco, foi despedido da série de televisão infantil "Romper room", por ser demasiado disruptivo. Tinha já 14 quando voltaria a entrar no circuito mas, numa fase inicial, não só teve dificuldade em contratar um agente como era preterido em praticamente todos os castings. Um ano e meio e uma centena de audições depois, continuava no desemprego.

Um dos seus agentes chegou a sugerir-lhe que mudasse o nome para Lenny Williams, mais americano, mas o ator, confiante no seu talento, apesar do aspeto frágil e imberbe, que pode recordar na galeria de imagens que se segue, recusou sempre a ideia. "Não sei se hoje sou mais confiante do que era anteriormente porque eu tinha muita confiança em mim quando comecei. Talvez tenha menos confiança em mim hoje do que nessa altura", desabafaria anos mais tarde.

No início da década de 1990, a sorte mudou. Além da presença regular em séries de televisão e telenovelas norte-americanas, Leonardo DiCaprio começa a fazer cinema. Além de "Gilbert Grape" e "Grito de revolta", brilha em "Romeu e Julieta" em 1996 e, no ano seguinte, em "Titanic", um dos filmes mais vistos de sempre. A partir daí, soma êxitos atrás de êxitos, como é o caso de "O aviador", "The Departed - Entre Inimigos", "J. Edgar" e "O lobo de Wall Street".

Com o papel de Hugh Glass em "The Revenant: O Renascido", conquista o Óscar de Melhor Ator, um dos prémios que ambicionava. Ambientalista convicto, integra a direção de vários grupos ecológicos. Em 2016, discursou no Fórum Económico Mundial de Davos, onde criticou as empresas petrolíferas. Mas, aos 45 anos, já não se ilude. "Não posso mudar o curso da história. Sou apenas um ator. Temos de perceber que somos palhaços de aluguer", desabafa.

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