As redes sociais 'encheram-se' esta quarta-feira com homenagens a Maria José Valério, que morreu aos 87 anos, vítima da Covid-19.

Entre as muitas mensagens que se espalharam pelo mundo virtual, destaca-se a partilha de Júlio Isidro, onde fala das melhores recordações que guarda da artista, sem esquecer do último telefonema.

"O telefone não vai voltar a tocar", começou por escrever. "A Sandra [mulher de Júlio Isidro] ligou-lhe há duas semanas para saber como estava. Mas o seu cuidado era outro. Queria saber como estavam o Julinho, a minha Sandrinha e as nossas meninas Marianinha e Francisquinha", contou o apresentador.

Uma chamada que levou Maria José Valério a falar dos sintomas do novo coronavírus. "Estou no quarto, aqui na Casa do Artista onde sou muito bem tratada... Tenho 38 de febre e esta tosse é que não me deixa dormir", partilhou na altura a artista, levando a companheira de Júlio Isidro a sugerir que se deslocasse ao hospital.

"Foi a última vez que a nossa 'menina dos telefones' nos ligou. A Maria José Valério a quem eu pedi um autógrafo quando muito jovem a vi nos estúdios da RTP. Ainda guardo o postal já amarelecido, o autógrafo e o texto no verso: - 'Para o meu querido camarada Júlio Isidro com um xi da Zé Valério'. Era eu um neófito da televisão a quem a estrela dava a honra de incluir como um dos dela", lembrou de seguida o apresentador da RTP.

"Desde esses tempos do preto e branco, tive sempre a Zézinha na minha vida, os espetáculos, os discos e aquele programa de televisão que me encantava, as 'Melodias de Sempre' onde as vedetas da época recriavam êxitos de um passado ainda mais passado. Inesquecível a canção 'Por Ti' de Frederico Valério, da revista 'Chuva de Mulheres', na época interpretada por Maria da Neves. Talvez tenha começado aí a minha atração pelo culto da memória", recordou ainda.

Mas não ficou por aqui. "Teve muitos êxitos, um casamento que parou o país à frente da televisão, um amor único que jamais quis repetir, e um dia-a-dia feito de uma bondade a roçar a santidade. Conhecem alguém que ache que toda a gente é boa? Apenas a Zézinha, que sendo uma sportinguista de coração, gostava de toda a gente e de todos os clubes", acrescentou, referindo que a artista "nunca deixou passar os aniversários" da família de Júlio Isidro.

"E chegou a ir à televisão entregar um saco com prendinhas para todos", contou. "Guardamos com amor o seu CD com dedicatória especial para os Isidros. Ostentava uma t-shirt com a fotografia do seu tio, o compositor Frederico Valério, e eu também tive a honra de me ver estampado no seu peito, onde palpitava um coração, exemplar único", disse.

"Parou hoje e estou certo que uma santa pessoa está no céu a cantar 'As Carvoeiras'. [...] Os Isidros estão em desgosto e lamentam que a Zézinha não possa assistir este ano a uma grande alegria que o seu Sporting provavelmente lhe irá dar. Com os estádios vazios, lamento que lá do alto numa nuvem verde como o seu cabelo, não possa agradecer um enorme aplauso de todos os desportistas, de todos, deste país onde para ela... não há rapazes maus. Serão capazes, os apaixonados sectários, de saudar a menina da madeixa verde? Um beijinho e uma rosa como tantas que nos deu", rematou.

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