Fernando Tordo esteve a lutar contra a Covid-19 recentemente, tendo estado quase um mês internado, incluindo nos cuidados intensivos. Luta que foi destacada durante a conversa com Júlia Pinheiro, esta segunda-feira, 3 de maio.

O músico começou por dizer que a doença foi, no seu caso, “muito violenta”. “Estive 28 dias hospitalizado. É evidente que os médicos e toda a equipa ocultaram que eu estava tão mal. [Mas] estava muito mal”, revelou.

“A única vez que tive medo foi quando o médico que me recebeu no hospital e me disse que ia ficar internado. Aí tive muito medo porque, talvez por rejeição, não sentia que estava assim tão mal. A fase boa vem quando ele disse que íamos pôr o oxigénio. A partir dai, a minha realidade era outra. Nos primeiros cinco dias em que estive no hospital, estive sempre a piorar. Mas nunca tive a noção de que a minha vida estava em perigo. Quem sabia disso eram eles”, acrescentou.

Sem saber ao certo como é que ficou infetado, disse: “Sou uma pessoa de casa, quase desde sempre, e agora cada vez mais porque trabalho em casa. (…) Só recordo, neste período, de ter saído uma vez, fui muito rapidamente a um estúdio de gravação, jantei num pequeno restaurante e regressei para casa”, partilhou, lembrando que começou a ter sintomas de gripe, com febre.

“Já tinha que respirar três ou quatro vezes para dizer uma frase”, recordou. Depois acabou por ir ao hospital e “já não o deixaram sair”. “Todo o processo é um processo extraordinário, para mim, de recuperação. Muito surpreendente para a equipa médica. Estive à beira de ser intubado. Só não fui porque os médicos tiveram em consideração o facto de a intubação fazer muito mal às cordas vocais. Agradeci-lhes de coração”, explicou.

Durante a entrevista, o artista lembrou várias fases e momentos da sua vida, sem deixar de lado a batalha contra o álcool. Há cerca de 15 anos que deixou de beber bebidas alcoólicas, tendo também deixado de fumar.

Apesar de já não participar em sessões dos alcoólicos anónimos, Fernando Tordo continua em contacto com alguns amigos que conheceu nessa caminhada. “Foi lá que recuperei. Agradeço a minha vida àquela gente”, afirmou.

“Tinha uma vantagem porque eu queria deixar de beber, e isso não acontece muito com um alcoólico. Eu estava determinado”, realçou, referindo que foi um amigo, “uma grande figura” pública cujo nome não revelou, que o contactou após ter visto o artista “numa figura chata”. “Perguntou-me se eu queria ir [às sessões dos alcoólicos anónimos] e fui com ele”, partilhou.

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