O ‘casting' destinava-se a descobrir actores e a Cláudia acaba por ser convidada a gravar um CD. Cantar era um sonho ou foi um acaso do destino?
Desde pequena eu tentei entrar no meio. Participei em concursos como "Os Principais", da RTP, ou a "Academia de Estrelas", da TVI. Também fiz uma série de coisas a nível local. Entretanto, com a entrada na Faculdade, as coisas estagnaram até que a minha mãe decidiu inscrever-me no ‘casting'.
E como foi o ‘casting'?
Eu nem sabia do que se tratava e, quando cheguei lá, disseram-me que tinha dois minutos para impressionar. Foi assustador, porque vi toda a gente com monólogos preparados e eu não tinha nada. Disse ao júri que não sabia representar mas podia cantar. Decidi-me pelo "Fame", da Irene Caras. E, como também era preciso representar um texto, peguei na letra da música e interpretei-a. Eles gostaram e eu fui ficando.
Como foi o momento em que recebeu o telefonema a dizer que queriam que gravasse um CD?
Eu estava nas aulas e um número desconhecido estava a ligar-me insistentemente. Eu saí para atender a chamada e, quando me disseram, tive vontade de dar um grito que se ouvisse pela Faculdade toda, mas contive-me. Eu deixei de procurar as coisas, mas elas vieram ter comigo e acho que é assim que sabe bem.
De estudante do segundo ano de Direito salta para uma carreira na música. O que mudou na sua vida?
A grande diferença é não conseguir manter a rotina. Agora passo tanto tempo em Lisboa como no Porto, o que, na época de exames, é complicado. Claro que, quando estou no Porto, tento arranjar tempo para tudo o que já tinha, e que não vai deixar de fazer parte da minha vida. Mas também quero muito dedicar-me a tudo isto que está a acontecer.
Como reagem os amigos a esta repentina exposição mediática?
O fenómeno de alguém me ver na rua e reconhecer-me ainda não acontece, é mais o facto de eu aparecer na televisão. Mas de resto continua tudo igual, na Faculdade sou a mesma Cláudia.
Em que pé está o CD?
Ainda só gravámos o tema do genérico, que era preciso para já. Os restantes quatro temas, que também farão parte da banda sonora da série, ainda estão em fase de pré-produção. Vamos fazer tudo com calma.
O tema do genérico, "Vou ficar", foi escrito por Paulo Vintém. Está satisfeita com o resultado?  
Ambos sabíamos aquilo que queríamos para a letra. Tinha de ser uma coisa muito ‘teenager', que ficasse no ouvido e fosse de fácil memorização, e acho que isso foi conseguido.
Vai deixar o Direito para trás e dedicar-se à música?
Não é uma coisa que me passe pela cabeça. Poderá acontecer por força das circunstâncias, mas não por vontade própria.
Para além disto, a Cláudia ainda tem uma pequena participação na série. Como está a ser essa experiência?
Está a ser bem mais giro do que eu estava à espera. Não sou actriz, por isso, de início, não foi fácil. Mas as coisas vão surgindo naturalmente. Não acho que seja uma pessoa extremamente talentosa para a representação, mas o trabalho por detrás das câmaras fascina-me imenso e já estou com pena de estar quase a acabar as gravações.
Mas pretende apostar nesta área?
Se acontecer, será muito bem-vindo. Mas primeiro teria de pensar em formação. Neste momento, preciso definir prioridades. E, neste momento, a minha prioridade é a música.

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