O Museu do Prado, o segundo mais visitado de Madrid, a seguir ao Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofía, perdeu 65% dos visitantes desde o início da pandemia de COVID-19, depois de um ano em que tinha visto a faturação aumentar 22,1% face a 2018. A direção do famoso espaço museológico da capital espanhola prevê encerrar as contas de 2020 com menos 19 milhões de euros de faturação. No primeiro trimestre do ano, o aumento da procura rondava os 10%, mas o surto pandémico afastou os turistas.

Só em salários, o Museu do Prado gasta, anualmente, cerca de 22,5 milhões de euros. Em 2019, para além de ter recebido 16,1 milhões de euros em apoios públicos, faturou 27,4 milhões de euros com a venda de entradas. Este ano, antes da pandemia, as previsões apontavam para uma receita de 29 milhões. "Nem sequer durante a crise financeira de 2008 a instituição viveu uma situação como esta", noticiou, esta tarde, o jornal El País. Nos últimos anos, o museu viu os patrocínios dos mecenas sofrerem uma quebra de 22%.

"A diminuição da venda de entradas em 2020 está a ser compensada com o valor que tínhamos em tesouraria, que ronda os 20 milhões", refere uma fonte da direção do museu. Parte dessa verba estava destinada, antes da pandemia, às obras de renovação do Salón de Reinos, um edifício do século XVII com 7.900 metros quadrados. A reabertura ao público, inicialmente anunciada para 2021, estava, agora, prevista para 2024. A falta de verbas obrigou ao adiamento dos trabalhos, orçados em cerca de 36 milhões de euros.

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