Os funcionários que trabalham pelo menos 11 horas por dia arriscam-se duas vezes mais a sofrer de depressão grave do que os que trabalham sete horas diárias, revela um estudo publicado hoje na revista PloS ONE.

A investigação, realizada no Reino Unido, abrangeu um universo de cerca de dois mil trabalhadores britânicos, homens e mulheres entre os 35 e 55 anos que gozavam de boa saúde mental. Os funcionários foram acompanhados durante cerca de seis anos.

De acordo com os especialistas, os empregados que trabalhavam pelo menos 11 horas por dia tinham 2,3 a 2,5 vezes mais risco de cair em depressão, contrariamente aos que cumpriam uma jornada laboral de sete a oito horas.

A ligação entre o risco de depressão e as horas de trabalho diário não foi afetada por outros fatores, como o estilo de vida, o consumo de álcool, tabaco ou droga, ou por tensões no trabalho.

Apesar das conclusões da investigação, citada pela agência AFP, a taxa de depressão grave observada nos funcionários britânicos que trabalham pelo menos 11 horas diárias (3,1 por cento) é inferior à verificada entre a população geral do Reino Unido (cinco por cento).

Os investigadores justificam o baixo índice de depressão constatado no estudo com o facto de todos os participantes gozarem de boa saúde mental e física, ao invés do verificado na amostra da população geral, que é mais diversificada.

Estudos anteriores canadianos demonstraram que trabalhar 41 ou mais horas semanais provoca o risco acrescido de depressão, quando comparado com 35 a 40 horas semanais. Contudo, apenas as mulheres eram afetadas.

26 de janeiro de 2012

@Lusa

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