11/01/2013 - 10h52
O ministro da Saúde, Paulo Macedo, anunciou esta sexta-feira que vai analisar a providência cautelar contra o encerramento da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), na sequência de uma ação popular que conta com o apoio do antigo titular da pasta da Saúde, Correia de Campos.
Paulo Macedo, que falava à margem da assinatura de um protocolo entre os ministérios da Saúde e da Justiça e os hospitais da Luz e do SAMS no âmbito do projeto Nascer Cidadão, afirmou que soube pela comunicação social da existência desta providência cautelar, a qual irá “analisar”.
Questionado sobre a intenção da providência cautelar – evitar o encerramento da MAC – o ministro da Saúde reiterou os motivos invocados para tal decisão: “Quando temos um número mínimo de nascimentos em Portugal, quando temos outras unidades de elevadíssima qualidade, como é o caso do Hospital de Santa Maria e São Francisco Xavier, esta questão repete-se e arrasta-se, como é típico em Portugal, portanto vamos analisar a providência cautelar”.
Sobre o possível efeito suspensivo do encerramento da MAC, através desta providência cautelar, Paulo Macedo afirmou apenas que “será o que for decidido”.
Os subscritores da providência cautelar lembram o dinheiro que se gastou nos últimos dez anos para dotar a MAC com equipamentos topo de gama.
Sobre estes investimentos, Paulo Macedo afirmou: ”Nós temos imensos investimentos mal feitos pelo Estado ao longo dos anos”, mas ressalvou que não é o caso da MAC que “tem prestado um serviço relevante ao país”.
“Mas há investimentos do Estado que, em alguns casos, são constrangedores, como o caso do Hospital Pediátrico de Coimbra”, disse.
“Temos vários exemplos de má aplicação dos dinheiros públicos, mas temos é de tirar elações para o futuro”, adiantou.
Lusa 

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