Os dados foram avançados por Laura Campos, responsável daquela unidade hospitalar no litoral sul de Angola. A malária e suas complicações, anemias severas, hepáticas, febre-amarela, doenças respiratórias, diarreicas agudas e a má nutrição estão entre as causas das mortes registadas naquele hospital.

Segundo a responsável, no período em referência recorreram àquele hospital 23.680 crianças, igualmente um aumento comparativamente a igual período de 2015, em que foram consultadas 15.980 crianças.

Laura Campos, citada pela agência noticiosa angolana, Angop, frisou que do total de mortes, 320 crianças faleceram em menos de 48 horas, enquanto 283 depois de 48 horas de internamento.

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A responsável avançou que a malária com as suas complicações continua a ser a principal preocupação na pediatria, embora o número de casos tenha registado ligeira diminuição comparativamente aos meses de abril e maio.

A falta de recursos humanos, material e medicamentos são as dificuldades da pediatria, com 150 camas, nove médicos especialistas e com uma média diária de atendimento de 150 crianças.

Recentemente, um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) apelou Angola a aumentar mais cinco vezes o ritmo de redução da mortalidade infantil para alcançar o objetivo de reduzir para 25 o número de mortes de menores de cinco anos em cada mil.

Atualmente, Angola tem a maior taxa de mortalidade infantil do mundo: 157 em cada mil crianças morrem antes dos cinco anos no país.

Angola é também por isso o país que mais longe está da meta definida no ano passado e se a tendência se mantiver como até agora, a taxa de mortalidade infantil será em 2030 de mais de 110 menores de cinco anos mortos em cada mil, ou seja, mais de três vezes o objetivo.

De acordo com o relatório da UNICEF, a taxa de mortalidade em Angola diminuiu de 226 em 1990 para 157 em 2015, a mortalidade de menores de um ano caiu de 134 em 1990 para 96 em 2015 e a mortalidade neonatal (no primeiro mês de vida) era de 49 em 2015.

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