A esmagadora maioria das urgências é ainda nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, que em 2017 receberam mais de 80% dos 7,6 milhões de atendimentos em urgência.

O INE destaca que ao longo de uma década (2007-2017), os hospitais privados “ganharam importância na prestação destes cuidados”, quase duplicando os atendimentos em serviço de urgência.

Em 2007, os privados tinham registado 665 mil atendimentos em urgência, número que passou para 1,2 milhões em 2017.

Os indicadores sobre saúde estão a ser hoje divulgados pelo INE a propósito do Dia Mundial da Saúde, que se assinala no domingo.

Os dados indicam ainda que mais de um terço das consultas médicas hospitalares foram realizadas em 2017 nos hospitais privados, que deram mais 300 mil consultas do que no ano anterior.

Das 19,8 milhões de consultas externas feitas em Portugal em 2017, os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) asseguraram 65,1%, mais um ponto percentual do que tinha ocorrido no ano anterior.

O crescimento das consultas foi mais expressivo nos hospitais privados, com um aumento de 4,5%, que representa um acréscimo de 300 mil consultas em relação a 2016.

Os hospitais públicos continuavam em 2017 a ser os que mais atendimentos, cirurgias e internamentos faziam, mas foi nos hospitais privados que a produção mais aumentou.

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