“Ótimas notícias da @Merck, que vai produzir a sua vacina contra o #Ébola (rVSV-ZEBOV-GP) na sua fábrica nos Estados Unidos, em complemento das suas instalações na Alemanha”, escreveu Tedros Adhanom Ghebreyesus na plataforma Twitter.

“Valorizamos a resposta positiva da Merck, a pedido da @WHO [OMS]”, elogiou o responsável sobre o reforço da produção da vacina rVSV-ZEBOV-GP da farmacêutica nos Estados Unidos da América, uma medida que vai permitir “ajudar a proteger as populações em risco”.

O anúncio do diretor-geral da OMS surge durante a reunião, em Genebra, do Comité de Emergência no âmbito do Regulamento Sanitário Internacional (IHR), que pretende averiguar se o surto na República Democrática do Congo (RDCongo) constitui uma emergência de saúde pública de interesse internacional.

A vacina, aprovada pelo Comité de Ética em 19 de maio de 2018, já permitiu vacinar 133.328 pessoas, segundo o mais recente boletim do Ministério da Saúde da RDCongo, país que é palco do segundo surto de Ébola mais mortífero de sempre.

Segundo o boletim, com dados até 12 de junho, 36.803 das doses foram administradas a contactos de alto risco, 66.377 a contactos de segundo grau e 30.148 a prestadores de serviços de saúde na primeira linha do combate ao surto.

De acordo com o mais recente balanço do Ministério da Saúde congolês, o surto naquele país já provocou 1.411 mortos, dos quais 1.317 confirmados em laboratório.

Desde o início da epidemia, o número de infetados na RDCongo é de 2.108, dos quais 2.014 confirmados em laboratório, 94 casos prováveis, enquanto 585 pessoas já foram curadas.

Segundo o Ministério da Saúde da RDCongo, até ao dia 12 de junho foram testadas 65.720.401 pessoas em 80 pontos de entrada e pontos de controlo sanitário.

O Comité de Emergência no âmbito do Regulamento Sanitário Internacional (IHR), composto por especialistas internacionais, reúne-se para debater se certos eventos representam uma emergência de saúde pública de preocupação internacional, que recomendações temporárias devem ser adotadas pelo país afetado ou pelos seus vizinhos para reduzir a propagação de doenças em território estrangeiro ou para anular decisões anteriores deste organismo.

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