A solução precisa de espaço, coisa que falta ao Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, onde todos os anos dão entrada 160 crianças.

As limitações de espaço, segundo a responsável, levam a que no serviço de pediatria só se tratem crianças até aos 16 anos.

Com mais condições, este serviço atenderia as crianças até aos 18 anos, impedindo assim que fossem internadas com adultos e idosos.

“Podíamos fazer melhor com mais recursos financeiros”, disse Filomena Pereira, para quem a criação de um hospital pediátrico oncológico permitiria trabalhar com mais condições e atender crianças até uma idade mais avançada.

A especialista recorda que “a oncologia pediátrica é um assunto médico, dos pediatras, da oncologia, dos doentes, mas é um assunto da sociedade civil”.

“É uma área que precisa imenso do suporte da sociedade civil, não para o básico, para ter o que precisamos de ter, mas para termos suporte que nos permita avançar, em conjunto com a sociedade cientifica internacional, para formas de investigação e terapêutica que não se compadecem com a falta de recursos, nomeadamente económicos e humanos”, adiantou.

Segundo Filomena Pereira, “não é incomum em locais como os Estados Unidos ou Inglaterra existirem alas e serviços com nomes de instituições, empresas, fundações, que investiram nesse sentido”.

“É importante que toda a sociedade, nomeadamente quem tenha capacidade de intervenção, nomeadamente financeira e económica, se chegue à frente para fazer suporte, não o básico, mas aquilo que queremos que seja o excecional e o avançado”, defendeu.

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