O galardão, que será hoje entregue durante a Semana Digestiva, que decorre no Algarve, premiou um estudo que avaliou os resultados de longo prazo da disseção endoscópica da submucosa gástrica, com especial foco nas estratégias de abordagem após resseção não curativa.

Diogo Libânio, do serviço de Gastrenterologia do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, é o autor do estudo e explicou à agência Lusa que este departamento foi pioneiro em Portugal no tratamento do cancro do estômago em fase precoce, sem recurso a cirurgia.

Desde 2005, cerca de 200 doentes submeteram-se a esta intervenção, tendo grande parte destes pacientes ficado curada.

Além da avaliação da cura destes doentes, o estudo premiado focou-se no acompanhamento dos que posteriormente precisaram de uma cirurgia: cerca de 15 a 20 por cento.

“Focámo-nos nos fatores que levam a que os doentes precisem de tratamento adicional cirúrgico”, adiantou o gastrenterologista.

Esta técnica foi introduzida no IPO do Porto em 2005 e, desde então, tem sido aplicado em “muitos outros hospitais”, com visíveis resultados positivos.

“Portugal é um país onde o cancro gástrico ainda é muito frequente, sendo um dos com maior mortalidade”, referiu o médico.

Diogo Libânio sublinhou que, “nos últimos anos, tem aumentado a deteção de cancros iniciais, muito graças à melhor qualidade dos endoscópios e melhoria do treino desta deteção”.

Sobre o galardão, que tem o valor de 25 mil euros e irá ser entregue pelo presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, Diogo Libânio disse ser “um orgulho e um grande sinal de reconhecimento pelo trabalho feito”.

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