Depois de um ano de trabalho, são muitos os que anseiam pelo esperado período de descanso para reduzir os níveis de cansaço. Mas ir de férias apenas uma semana pode não ser a melhor opção, como defende a especialista portuguesa Susana Algarvio. Em entrevista à edição desta semana da revista Visão, a psicanalista e professora auxiliar no ISPA - Instituto Universitário, em Lisboa, explica por que é que o mínimo recomendado são 15 dias.

"Uma semana não é suficiente para conseguir desligar", justifica. "Quando esse tempo é definido pelas instituições e [pelas] empresas, muitos são forçados a tirar férias em alturas específicas e isso é uma queixa frequente. Independentemente disso, tem de haver um período longo que não substitui outras paragens durante o ano", defende Susana Algarvio. "As férias não substituem as pausas nem os momentos de descanso", sublinha.

"Compete-nos exercer o direito ao descanso, sem nos sentirmos mal por fazer uma sesta no sofá ou por desaproveitar o tempo naquela meia hora depois de almoço", defende a docente. "Há imensas técnicas positivas, como a prática de ioga, que ajudam a descontrair e são ótimas para relaxar", refere. "Porém, há pessoas que não conseguem ter essa experiência e ver os outros ao seu lado, felizes e descansados, cria-lhes ansiedade", alerta, contudo.

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