“A vacina será apresentada no hospital regional e depois transportada para Gouéké [a cidade de N’Zérékoré onde o surto começou] para o início da campanha na presença das autoridades sanitárias”, disse a ANSS.

A Guiné-Conacri registou até agora oito casos de Ébola (quatro confirmados e quatro prováveis), dos quais cinco pessoas morreram (um confirmado e quatro prováveis), de acordo com o último relatório da ANSS datado de segunda-feira.

Cinco pessoas estão atualmente hospitalizadas em Conacri, a capital do país, uma das quais testou positivo para o Ébola, e quatro em N’Zérékoré, dois são casos suspeitos e dois confirmados.

A vacina será administrada aos doentes de Ébola e seus contactos, num total de 371 pessoas.

De acordo com a declaração, as autoridades sanitárias também planeiam lançar a campanha de vacinação na área de Conacri na comuna de Dubreka, a norte da capital.

Na semana passada, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde guineense anunciaram que a Guiné-Conacri receberia mais de 11.000 vacinas contra o Ébola no domingo e que iniciaria a sua campanha de vacinação na segunda-feira.

No entanto, como relatado pela ANSS, a chegada das vacinas à Guiné-Conacri teve de ser adiada por um dia porque o avião que as transportava não pôde aterrar devido ao mau tempo.

O governo guineense confirmou a deteção do Ébola no seu território a 13 de fevereiro passado e no dia seguinte declarou oficialmente o primeiro surto no país após a grande epidemia de 2014 e 2016 na África Ocidental.

Embora o caso zero seja desconhecido de momento, o ponto de partida é uma enfermeira de Gouéké que morreu entre 27 e 28 de janeiro e cujo funeral foi realizado a 01 de fevereiro, evento após o qual alguns participantes tiveram sintomas de Ébola.

Aquela que foi a pior epidemia de Ébola da história surgiu neste país em finais de 2013, matando 11.300 pessoas e infetando mais de 28.500, embora esses números, admite a OMS, possam ser conservadores.

Outro surto de Ébola foi confirmado a 07 de fevereiro no nordeste da República Democrática do Congo (RDCongo), onde as autoridades lançaram oficialmente uma campanha de vacinação contra a doença a 15 de fevereiro.

Sete pessoas adoeceram e quatro morreram, de acordo com os números oficiais.

O vírus Ébola é transmitido através do contacto direto com o sangue e fluidos corporais contaminados de pessoas ou animais.

Provoca febres hemorrágicas e pode atingir uma taxa de mortalidade de 90%.

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