O primeiro teste positivo para a covid-19 foi registado no Serviço de Urgência Geral, no dia 16 de março de 2020, após a entrada de uma mulher de 49 anos, que não necessitou de internamento hospitalar.

Segundo dados do CHL enviados à Lusa, a maioria dos doentes tinha mais de 80 anos (987 doentes), seguindo-se a faixa etária dos 70 aos 79 anos (482).

O doente mais novo internado tinha um mês de vida e sobreviveu.

O mais velho tinha 106 anos e acabou por não resistir à covid-19.

No total, o CHL registou 675 óbitos com covid-19.

Dois anos depois da pandemia, o presidente do conselho de administração do CHL, Licínio de Carvalho, considerou, numa nota enviada à Lusa, que o hospital “esteve sempre à altura dos desafios da pandemia, com contínuas reestruturações nas instalações, o ajustamento de recursos e a reorganização de serviços, para prestar os cuidados adequados em cada fase”.

O responsável admitiu que “foi difícil a decisão de retrair a atividade assistencial aos doentes não covid-19, ao nível das consultas e de cirurgias programadas, mas foi uma medida necessária nos picos pandémicos na região”.

“Antes da declaração de pandemia e quando percebemos a disseminação rápida do vírus SARS-CoV2, tentámos ao máximo preparar a nossa instituição para receber doentes positivos, com a criação de um plano de contingência específico, com diversos níveis, de acordo com a gravidade da situação”, afirmou Licínio de Carvalho.

Segundo o presidente do CHL, em janeiro de 2021 viveram-se “momentos de quase limite”, com 202 doentes internados com covid-19 em enfermaria e 20 internados no Serviço de Medicina Intensiva.

Desde o início da pandemia testaram positivo 844 trabalhadores, dos quais 71 já estiveram infetados duas vezes e quatro por três vezes.

Com 382 enfermeiros infetados, este foi a classe profissional mais afetada, seguida dos assistentes operacionais, com 213 casos, e só depois a dos médicos, com 121 infeções confirmadas.

Apenas estiveram internados três profissionais com covid-19.

A faixa etária mais atingida pela covid-19 localiza-se entre os 35 e os 39 anos (137 trabalhadores), seguida pela faixa dos 50 aos 54 anos (123 trabalhadores).

“Apesar de termos tido fases com muitos profissionais ausentes por infeção com covid-19, conseguimos superar as dificuldades, graças ao trabalho em equipa, ao esforço e à dedicação de toda a ‘família’ CHL. É visível todo esse trabalho olhando para os números associados à produtividade de 2021, quando conseguimos recuperar a atividade assistencial e ir mais além, chegando a valores recorde no que respeita a realização de consultas e cirurgias”, realçou Licínio de Carvalho.

A vacinação contra a covid-19 no CHL decorreu entre 29 de dezembro de 2020 e 27 de agosto de 2021, período em que foram imunizados “2.192 colaboradores, incluindo prestadores de serviço”. Ou seja, na primeira fase foram vacinados 83,6% dos trabalhadores, número que aumenta para 88,9%, contando com aqueles que foram vacinados fora do CHL.

A dose de reforço foi administrada a 1.939 trabalhadores e prestadores de serviços, ou seja, 74,3% das pessoas. Este valor aumenta para 82,1%, se forem incluídas as vacinações fora da instituição e que o hospital tem conhecimento.

“Estas percentagens não são maiores, porque ainda há muitos profissionais que não cumprem critério de elegibilidade, por terem tido covid-19 recentemente e apenas após cinco meses do diagnóstico podem levar a terceira dose”, explicou fonte do CHL.

Licínio de Carvalho acrescentou que o “efeito da vacinação em massa na comunidade também se refletiu no CHL a partir de abril e maio de 2021, com uma redução de casos de saúde mais críticos por covid-19”.

O dirigente informou ainda que o CHL dispõe de três níveis de cuidados para os doentes covid-19 no Hospital de Santo André (HSA), nomeadamente enfermaria criada no Serviço de Medicina Interna (nível I), cuidados intermédios (nível II), a funcionar na Unidade de Cuidados Agudos Polivalente, e cuidados intensivos (nível III), com localização no Serviço de Medicina Intensiva.

“Não podemos também esquecer a nossa comunidade civil que esteve sempre ao nosso lado e mostrou o seu apoio de diversas formas e a quem estamos eternamente reconhecidos”, rematou Licínio de Carvalho.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 21.342 pessoas e foram contabilizados 3.411.412 casos de infeção, segundo os dados mais recentes da Direção-Geral da Saúde.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante no mundo desde que foi detetada pela primeira vez, em novembro, na África do Sul.

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