Nas respostas enviadas à Lusa, os três centros hospitalares da capital reconhecem uma descida da pressão causada pela assistência à doença provocada pelo SARS-CoV-2 desde a última semana, embora se mantenha ainda alguma precaução, sobretudo pelo nível de internamentos em unidades de cuidados intensivos.

“A redução está a ser feita de forma gradual. É avaliada diariamente em função da atividade, ainda muito pressionada nas unidades de cuidados intensivos e na procura registada no serviço de urgência”, indica o CHLC, acrescentando que até às 19:00 de quinta-feira registava 206 internamentos por covid-19, dos quais 46 em cuidados intensivos.

Já o CHLN refere que “iniciou já esta semana a regressão do seu plano de contingência covid no que se refere ao internamento em enfermaria”. Fonte oficial do CHLN adianta ainda que “já foram realocadas enfermarias e o processo vai continuar nos próximos dias”, até porque “neste momento chegam à urgência mais doentes não covid do que doentes covid e é preciso ter camas para conseguir absorver estes doentes”.

Em sentido inverso, o CHLO assume que “o plano de contingência se mantém” no nível III, uma vez que a atual situação “ultrapassa o número máximo de internamentos deste nível”, com “160 doentes no total, com 49 em unidade de cuidados intensivos”, cuja pressão “melhorou, mas ainda se mantém”.

Em relação à alocação de meios e recursos humanos, o CHLC salienta que “até agora já foram devolvidas à atividade não-covid duas enfermarias (o equivalente a mais de 50 camas)” e que está prevista “para os próximos dias” a disponibilização de uma terceira enfermaria, sendo que “o regresso dos profissionais às unidades de origem acontece na mesma medida em que se devolvem as enfermarias à atividade original”.

Quanto ao CHLN, “a redução de necessidades permitiu reduzir cerca de 50 camas de internamento covid, reativando-as na vertente internamento não covid médico e cirúrgico”, segundo a mesma fonte, que nota ainda que poderão ser reconvertidas “mais 50 na próxima semana, se esta tendência se mantiver”.

Neste âmbito, o CHLO assegura que “alguns profissionais voltaram aos seus serviços de origem, mas ainda há um grande número de profissionais fundamentais ao normal desenvolvimento da atividade cirúrgica que não pode ser deslocado pela sua ocupação em cuidados intensivos”, destacando aqui os anestesistas.

Sobre a retoma da atividade cirúrgica, o CHLC esclarece que as cirurgias consideradas urgentes e prioritárias, nomeadamente oncológicas e de trauma, continuaram a ser realizadas durante a pior fase da terceira vaga da pandemia e realça que “o plano de retoma está a ser desenhado com cautela, sendo que a atividade cirúrgica está a aumentar de forma gradual”.

Posição similar foi transmitida pelo CHLN, que garante que a “atividade urgente e emergente foi sempre assegurada” e que as “cirurgias de ambulatório continuaram até há muito pouco tempo”. Com o fim dos protocolos “há duas ou três semanas” para a realização de cirurgias pelos seus profissionais em hospitais privados, o CHLN espera que “a curto prazo existam condições para retomar a atividade cirúrgica” do centro em unidades hospitalares privadas.

E se o CHLN admite que o balanço do impacto em termos de adiamento e cancelamento de cirurgias desde meados de janeiro - quando a ministra da Saúde, Marta Temido, ordenou a concentração total de esforços na resposta à pandemia - “ainda não foi feito”, o CHLC explicita que “desde o dia 12 de janeiro foram adiadas 778 cirurgias, das quais 236 por alteração do estado clínico do doente e 171 por adiamento/recusa a pedido do próprio doente”, enquanto o CHLO estima um impacto de “dois meses de atraso” em cirurgia de prioridade normal.

Em Portugal, morreram 15.821 pessoas dos 794.769 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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