À margem de uma visita a famílias que foram ameaçadas de despejo por um fundo imobiliário na Costa da Caparica, concelho de Almada, Catarina Martins foi questionada em relação ao parecer da Ordem dos Enfermeiros contra o projeto de lei do BE sobre da morte medicamente assistida, no qual se consideram que o diploma "não apresenta maturidade para que possa ser analisado enquanto tal".

Eutanásia: Países onde a morte assistida é possível
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"Eu lembro que o projeto foi amplamente debatido e será debatido no parlamento", começou por recordar a líder do BE. Catarina Martins disse ainda que Ordem dos Enfermeiros "gostaria que os enfermeiros tivessem mais poder de decisão" nesta matéria.

"Sem nenhum desprimor para a função dos enfermeiros e das enfermeiras que o BE valoriza muito, tem que existir uma escolha de médico, ou seja, achamos que só os médicos é que podem autorizar um procedimento deste género. Não vemos como é que poderia ser de outra forma", justificou.

Enfermeiros consideram projeto bloquista "muito redutor" 

No parecer, a ordem considera o projeto bloquista "muito redutor" porque centraliza o processo "num único profissional de saúde, o médico", ignorando a intervenção de outros, como os enfermeiros, e alerta que a antecipação da morte pode ser "analisado e decidido por um médico assistente, sem qualquer relação quotidiana com o doente".

A Ordem dos Enfermeiros foi a primeira entidade a enviar o seu parecer à Assembleia da República e é contra o projeto de lei do BE sobre da morte medicamente assistida.

O BE e o PAN já entregaram os seus projetos de lei no parlamento e o PS promete fazê-lo até final do mês, tendo o PEV também anunciado um projeto de lei próprio.

À direita, o PSD decidiu dar liberdade de voto, apesar de Pedro Passo Coelho, o líder em funções em 2017, ter prometido uma posição oficial e admitir todos os cenários, incluindo o do referendo.

Rui Rio, o novo presidente social-democrata, é, pessoalmente, favorável à despenalização da morte assistida, mas não é conhecida a posição da nova liderança.

O CDS-PP, liderado por Assunção Cristas, é contra o projeto de despenalização, e o PCP não tem ainda posição oficial.

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