Os números são alarmantes. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a depressão é o problema de saúde mais prevalente na União Europeia, afetando cerca de 50 milhões de pessoas. As estatísticas revelam ainda que 11% da população irá sofrer um episódio depressivo ao longo da vida e que essa já é, atualmente, a segunda maior causa de incapacidade. Portugal ocupa a quinta posição entre os países com mais casos.

No entanto, apenas cerca de 8% dos portugueses está diagnosticado com essa perturbação. Uma realidade que preocupa Luís Câmara Pestana, médico psiquiatra e diretor do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, "principalmente tendo em conta que estamos perante um problema de saúde pública". "O número de casos tem crescido nos últimos anos e mais de metade não são tratados", alerta.

Em entrevista à edição de novembro da Prevenir, já nas bancas do país, o especialista aponta os principais fatores que têm vindo a agravar a saúde mental dos portugueses nas últimas décadas e também aproveita para desfazer ideias pré-concebidas. "Persiste, erradamente, o mito de que a menopausa é um fator de risco para a depressão mas pode ser um gatilho para quem já teve episódios depressivos", sublinha ainda Luís Câmara Pestana.

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