"A Casa Vai a Casa" termina hoje a sua quarta “missão” de entrar porta adentro e dar música a quem não se pode deslocar. Desde 2008, formadores do Serviço Educativo da Casa da Música, situada no Porto, visitam pessoas com acesso restrito a uma vivência musical e estimulam-nas através de experiências artísticas personalizadas. O gestor do projeto, Jorge Prendas, classifica esta experiência como muito positiva: “Fizemos música com mais de oito mil pessoas” e ”como troca tivemos música e sorrisos”.

A "Casa Vai a Casa" é uma iniciativa que proporciona experiências únicas através da música, que serve de meio de comunicação e de realização pessoal, levando a mensagem musical a hospitais, centros de apoio à terceira idade, à infância e a cidadãos com necessidades especiais, unidades de reclusão e instituições de solidariedade social. “Muitas instituições por onde temos passado pedem para repetir a experiência, o que na prática para nós traduz-se no sucesso da nossa atividade”, confessa Jorge Prendas.

O projeto "A Casa Vai a Casa" foi premiado com o Prémio Norte Inclusivo, no âmbito dos Prémios Novo Norte 2010, um exemplo que legitima o orgulho dos organizadores perante esta iniciativa: "Quem, como eu, acredita que a música pode mudar a vida das pessoas, percebe que este é um dos projetos mais importantes da Casa da Música. "A Casa Vai a Casa" tem criado dezenas de histórias de sucesso”, afirma Jorge Prendas.

Segundo o responsável do projeto, os benefícios desta iniciativa musical já foram comprovados de várias formas, a “ "A Casa Vai a Casa" vai muito para além de uma sessão musical de uma hora e meia. Estudos feitos sobre a nossa passagem em estabelecimentos prisionais indicam-nos que o comportamento dos reclusos tende a ser mais calmo e sereno durante o desenvolvimento de projectos em ambiente prisional. Foi já apontado por uma investigadora que esse impacto pode durar até 6 meses após o fim do projeto, o que consideramos excelente.”

Apesar de hoje ser o fim da quarta edição, "A Casa Vai a Casa" irá continuar nas instituições que não chegam à Casa da Música, garante Jorge Prendas, com a promessa de que os “projetos de número variável de sessões irão ser reforçados para o próximo ano letivo, começando já em outubro.”

26 de junho de 2012

@SAPO

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