As embalagens não podiam ser mais claras. "100% natural 0% merd*s", pode ler-se. Fabricados com superalimentos frescos, os sabonetes da Terra-Tory só integram ingredientes "saudáveis, seguros, naturais e eficazes, livres de [ingredientes] artificiais e de toxinas nocivas", garante a fundadora. Kimberly Waldropt, uma antiga designer moda, inspirou-se na Jamaica e em Trindade e Tobago, de onde a família era originária, para desenvolver uma gama de dermocosméticos que está muitas vezes esgotada.

Os famosos não lhe resistem, como se pode comprovar nas redes sociais da Terra-Tory. "Só utilizo ingredientes que consigo pronunciar e comer, ingredientes que são seguros para as pessoas e para o meio ambiente, tirando partido da simplicidade da natureza para nutrir, limpar, acalmar e proteger a pele", esclarece a empreendedora americana, que antes de se tornar empresária e criar esta marca hipoalergénica, desenhou roupa e acessórios para marcas e para lojas como a Victoria's Secret, a Bloomingdale's e a Macy's.

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A trabalhar em ambientes que considerava tóxicos, estava sempre com eczema e o facto de não encontrar produtos no mercado que lhe acabassem com as manchas e com o prurido irritava-a profundamente. A alimentação pouco saudável que fazia também não ajudava mas o pior foi quando lhe prescreveram um creme com esteroides que lhe destruiu a barreira de proteção da epiderme. Para piorar as coisas, foi despedida. Foi então que, depois de viver algum tempo em contacto com a natureza e de ter começado a ingerir mais alimentos frescos, praticando desporto com regularidade, percebeu que o eczema estava a melhorar.

Como a mãe tinha uma empresa de produção de sabonetes, resolveu aventurar-se, desenvolvendo a sua própria marca. Abacate, aveia, café, banana, papaia e tanchagem, uma planta medicinal, são alguns dos ingredientes que usa nos sabões e nos esfoliantes que hoje comercializa. "Não há cá químicos nem fragrâncias estranhas. Só uso coisas que como em casa ou coisas que os meus antepassados comiam há séculos", garante Kimberly Waldropt, que demora cerca de oito semanas a fazer os produtos que vende.

O processo é artesanal e solitário mas a antiga designer de moda não abdica dessa condição, apesar de assumir que tem muita dificuldade em dar conta das encomendas. "É um trabalho que exige muita paciência, conhecimento e pesquisa. É preciso gostar-se do que se faz", desabafa a americana, que não pretende voltar ao ritmo infernal da sua vida passada. "A minha empresa não se pode sobrepor à minha vida. Eu gosto de ir à praia e de jantar com os amigos", desabafa. O próximo passo é o lançamento de velas.

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