Anabela Baldaque está em modo de celebração, já que completa 30 anos de carreira, por isso criou uma coleção intitulada 'Em nome próprio'. Trata-se, nas palavras da criadora, de uma coleção fluida, romântica, divertida, que se constrói pelos muitos vestidos longos e saias divertidas e desconstruídas. Avultam, pois, as saias amplas e de trespasse diagonais e longas e as blusas hiper-românticas, enriquecidas com fitas de debruns, presilhas, contendo vários tecidos de texturas diferentes, por vezes só de padrões. Destaque ainda para os mini tops, rígidos e fluidos inspirados nos anos 70. Nas cores predominam os azuis, rosas (desde o pálido ao pêssego), amarelos, verdes camuflados, castanhos dourados e pretos. Nos materiais, temos as sedas, os algodões, as lantejoulas, as cambraias e os bordados.

Elsa Barreto fez a sua estreia no Portugal Fashion com uma coleção inspirada na arquitetura, pintura e escultura, disciplinas que influenciaram «o traço do desenho, o contorno, a textura e os padrões das matérias». De tal forma que a nova temporada com a assinatura Elsa Barreto conhece coordenados estruturados, de personalidade intensa que tocam a delicadeza da pintura e a natureza orgânica da arquitetura e da escultura. Importa salientar que Elsa Barreto é uma estilista com um percurso de mais de 25 anos na moda portuguesa. Formada pela Academia de Moda do Porto, a criadora de Braga construiu uma carreira sólida, em que cada uma das suas coleções desenha uma identidade muito própria, facilmente identificável pelo público e onde o traço feminino e a sofisticação são vetores essenciais, diz a própria.

O dia começou com o desfile de Pedro Pedro, que voltou a apresentar a coleção 'The lady in question', coleção esta que já tinha sido apresentada na Modalisboa. Júlio Torcato apresentou o desfile 'Tríptico', associado à série de três painéis característicos da arte gótica, que nesta coleção foi personificado por três figuras convidadas e relevantes na moda contemporânea portuguesa: Miguel Viana, Vera Deus e Nelson Vieira. Três temas, como três telas, numa linguagem minimal, técnica e com expressão contemporânea. Homem urban tailoring. Mulher em ambiente dark. Homem urban oversized.

Fátima Lopes encerrou a noite de desfiles no Coliseu com a coleção 'simplicity is the key to brilliance'. Porque criar é dar vida, a mais recente coleção de Fátima Lopes preserva o ADN da feminilidade no seu expoente máximo mas demarca-se do passado. As silhuetas primavera/verão 2016 focam-se na simplicidade, a mesma simplicidade de que Leonardo da Vinci era acérrimo defensor, sinal de sofisticação maior, pensamento criativo,...formas depuradas que resultam sempre. Plissados discretos, detalhes gráficos, ombros e costas nuas, a coleção valsa entre o preto e o branco, entre a acidez da hortelã-maçã e a frescura do lilás, à medida que se enlaça com toques dourados refinados.

Nos quatro dias, repartidos por Lisboa e Porto, o programa do 37.º Portugal Fashion Celebration primavera/verão 2016 inclui 22 desfiles na passerelle principal e dez na passerelle Bloom (novos talentos), com a participação de 19 criadores, seis jovens designers, três marcas de jovens designers, três escolas de moda, oito marcas de vestuário e seis marcas de calçado. É com estes números que se faz a celebração dos 20 anos do Portugal Fashion.

Veja o dossier da 37ª edição do Portugal Fashion aqui.

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