No distrito de Beja, "60% das escolas estão fechadas, 30% a funcionar a meio gás e 10% provavelmente a funcionar na totalidade", disse à agência Lusa o coordenador do Alentejo da Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP), Joaquim Grácio.

"Há escolas a funcionar a meio gás porque os diretores dos agrupamentos resolveram enviar algumas turmas de alunos para casa e deixar outras a ter aulas, consoante o número de funcionários que não aderiram à greve e estão a trabalhar", explicou o sindicalista.

Na capital de distrito, a cidade de Beja, as escolas básicas de Santa Maria, Santiago Maior e Mário Beirão estão fechadas e só as duas escolas secundárias estão a funcionar, segundo informações recolhidas pela Lusa juntos dos respetivos agrupamentos.

No distrito de Évora, os alunos de pelo menos oito escolas não tiveram aulas hoje devido à greve dos trabalhadores não docentes e alguns estabelecimentos estão a funcionar com serviços limitados, por falta de funcionários.

Os dados foram divulgados por Mariana Recto, da delegação de Évora do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA), numa conferência de imprensa realizada junto à Escola Secundária André de Gouveia, em Évora.

A dirigente sindical indicou que estão sem aulas as escolas básicas Manuel Ferreira Patrício, Santa Clara e André de Resende e as secundárias André de Gouveia e Severim Faria, todas na capital de distrito, a cidade de Évora, e as secundárias de Montemor-o-Novo, Reguengos de Monsaraz e Viana do Alentejo.

Mariana Recto referiu que algumas escolas estão a funcionar a "meio gás", como são os casos da Sebastião da Gama, em Estremoz, e da Padre Bento Pereira, em Borba, notando que outras, sobretudo do primeiro ciclo do ensino básico, podem estar encerradas sem que o sindicato tenha conhecimento.

Mais a norte, no distrito de Portalegre, a greve provocou o encerramento de pelo menos 11 escolas nos concelhos de Portalegre, Castelo de Vide, Elvas, Campo Maior, Avis e Gavião, indicou à Lusa a coordenadora da União de Sindicatos do Norte Alentejano (USNA), Helena Neves.

Além da Escola Básica 2,3 José Régio, em Portalegre, estão encerradas, segundo a sindicalista, as escolas básicas de Avis e Gavião e as escolas de primeiro, segundo e terceiro ciclos de Castelo de Vide.

As escolas básicas de Alcáçova, Boa-Fé e Fontainhas (com valência de jardim de infância) em Elvas estão também fechadas, bem como o pré-escolar e as escolas do primeiro ciclo e secundária de Campo Maior.

"O balanço desta adesão à greve é bastante positivo. Os trabalhadores estão cansados e com uma grande revolta nesta altura, exigindo melhores condições de trabalho e melhores salários", disse.

Os funcionários das escolas estão hoje greve para exigir a negociação da criação de uma carreira especial e mais recursos humanos nas escolas, entre outros aspetos, com os sindicatos a estimarem uma carência de no mínimo 2.000 auxiliares.

A Federação Nacional de Educação (FNE), que, além de docentes, também representa funcionários escolares, entregou o pré-aviso de greve a 19 de janeiro, um protesto apoiado pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) e pela Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP).

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