“Eu acho que o início do próximo ano letivo parece um ‘deadline’ (prazo máximo) razoável”, declarou hoje à Lusa o presidente da FAP, João Pedro Videira, observando que a política que “este Governo está a praticar parece querer transformar os estudantes que estão deslocados em desalojados”.

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Foi num cenário de sátira política ao ministro da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, entre tendas de campismo a fazer de “últimos quartos disponíveis” na cidade do Porto, que o presidente da FAP participou hoje numa ação simbólica da comunidade académica do Porto, para alertar a sociedade civil, as instituições do Ensino Superior, mas sobretudo o Governo, para a “problemática que é o alojamento local na academia do Porto”.

“É necessária esta ação ser realizada nesta altura e neste momento, para começar a trabalhar esta temática desde já”, acrescentou João Pedro Videira, que espera “alguma resposta por parte dos agentes governativos” para o próximo ano letivo.

O presidente da FAP já tinha declarado na quarta-feira à Lusa que a oferta pública de alojamento no Porto era muito reduzida.

“É na ordem das 1.200 camas para cerca de 60 mil estudantes e há más condições na maioria das estruturas”, observava João Pedro Videira, referindo, por exemplo, que há uma residência na cidade onde existe “uma centena de camas inoperacionais”, porque os espaços “têm humidade” e “faltam outras condições dignas para um estudante conseguir estudar”, para além do cheiro “a mofo”.

Para além de não haver oferta pública suficiente, o presidente da FAP argumenta ainda que as casas que existem têm “preços exorbitantes” e, em alguns casos, não há sequer "comprovativo de pagamentos que os alunos fazem”.

João Pedro Videira recorda que a FAP tem as suas propostas e que já as apresentou “várias vezes ao ministro, e “aos grupos parlamentares”.

“Hoje na cidade do Porto há o Conselho Municipal da Juventude, a FAP não se vai demitir do seu papel e vai novamente também apresentar as suas propostas”, avisa João Pedro Videira, classificando as propostas de “conscientes” e “responsáveis”.

A reunião do Conselho Municipal da Juventude vai decorrer hoje pelas 18:30 na Domus Social, Porto.

A ação de “alerta” termina hoje pelas 15:00.

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