Desde 1950, uma mulher cujo ritmo de dilatação do colo do útero é mais lento do que um centímetro por hora é considerado "anormal", indicou o médico Olufemi Oladapo, do Departamento de Saúde Reprodutiva da OMS.

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Quando os médicos e a equipa enfrentam um trabalho de parto mais lento do que essa referência, "a tendência é agir", seja com uma cesariana, ou usando medicamentos como a oxitocina, que acelera o trabalho, explicou.

Na nova orientação, a OMS pede a eliminação da referência de um centímetro por hora.

"Estudos recentes mostraram que esta linha não se aplica a todas as mulheres e que cada nascimento é único", disse Oladapo, acrescentando que "a recomendação que fazemos agora é que essa referência não deve ser usada para identificar mulheres em risco".

Mais cesarianas do que nunca

Embora a taxa de cesariana varie de acordo com a região do mundo, a OMS observa um aumento geral nesta prática, o que considera perturbador.

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A OMS também está preocupada com o facto de as intervenções usadas anteriormente para evitar partos complicados terem-se tornado práticas comuns.

"A gravidez não é uma doença e o nascimento é um fenómeno normal que se pode esperar que a mulher complete sem intervenção", defendeu Oladapo.

"Mas o que temos visto nas últimas duas décadas são mais e mais intervenções médicas feitas em vão", acrescentou.

As novas diretrizes da OMS estipulam que, para uma mulher que vai dar à luz pela primeira vez, todo o trabalho de parto que não durar mais de 12 horas deve ser considerado normal.

Para as seguintes gravidezes, o número cai para menos de 10 horas.

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