"O objetivo desta manifestação passa por responsabilizar o Governo para arranjar soluções para as questões climáticas. Queremos também sensibilizar a população para estas questões porque ela também é responsável por mudar o curso do planeta", explicou à agência Lusa, Daniel Pais, estudante da UBI e responsável pelo Movimento Académico de Proteção Ambiental da UBI (MAPA).

Os estudantes, aos quais se juntaram alguns agricultores da região, partiram da porta principal da UBI e concentraram-se em frente à Câmara Municipal da Covilhã, onde permaneceram em silêncio, exibindo alguns cartazes com frases como "Não há planeta B", "os Jovens acordaram! Contem connosco!" ou "O tempo de agir é agora".

"Associamo-nos a esta greve internacional e queremos sensibilizar as pessoas para que, em vez de nos apoiarem, promovam ações diárias que contribuam para a sustentabilidade do planeta", afirmou.

Daniel Pais adiantou ainda que os manifestantes, se vestiram de preto porque estão de luto pelo planeta: "Estamos de luto [pelo planeta] e antes que ele morra, nós estamos cá para o proteger".

Os manifestantes vão manter-se em silêncio e por tempo indeterminado, empunhando apenas os cartazes de cartão, em frente da Câmara Municipal da Covilhã.

Centenas de milhares de jovens estão hoje em protestos mais de 100 países, incluindo Portugal, numa greve mundial de alunos para exigir dos políticos ações concretas contra as alterações climáticas.

Esta greve estudantil mundial tem como lema "fazer greve por um clima seguro" e culmina uma série de manifestações semanais iniciadas no ano passado pela sueca Greta Thunberg, 16 anos, nomeada para o prémio Nobel da paz.

Em Portugal, estão previstos protestos em pelo menos 26 cidades.

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