A rainha Isabel II vai faltar à abertura do Parlamento na terça-feira, a primeira vez em 59 anos, sendo substituída pelo filho Carlos, anunciou esta tarde o Palácio de Buckingham.

"A pedido de Sua Majestade, e com o acordo das autoridades competentes, o Príncipe de Gales vai ler o discurso da Rainha (...) com a presença do Duque de Cambridge", o príncipe William, disse o palácio em comunicado.

A decisão, adiantou, foi tomada a conselho médico devido a "problemas de mobilidade episódicos", pelo que a monarca de 96 anos decidiu "relutantemente" não comparecer.

O príncipe herdeiro, Carlos, já participou na cerimónia em anos anteriores como acompanhante da mãe, em substituição do príncipe consorte, príncipe Filipe, que se retirou da vida pública em 2017, aos 96 anos.

O Palácio de Buckingham disse na semana passada que a rainha tinha a intenção de participar no evento, mas que só o confirmaria no próprio dia.

De acordo com o jornal Daily Mail, tinham sido postas em prática medidas para reduzir a distância que teria de caminhar devido às dificuldades na mobilidade.

O protocolo prevê que a rainha caminhe entre o automóvel e a entrada do edifício do Parlamento e depois até à sala na Câmara dos Lordes onde normalmente lê o discurso, incluindo três degraus de acesso à plataforma onde se encontra o trono onde se senta.

Em 2016, usou um elevador em vez pela primeira vez em 64 anos, evitando os 26 degraus da Escadaria da Entrada Real.

A rainha usou uma bengala em público desde a primeira vez em outubro passado e recentemente admitiu, durante uma receção no Castelo de Windsor: "Não me posso mexer".

A Abertura de Estado do Parlamento é um dos atos públicos mais importantes da chefe de Estado, consistindo na leitura do chamado Discurso da Rainha, que enumera as políticas do governo e a legislação proposta para a nova sessão parlamentar.

Isabel II só não abriu o Parlamento duas vezes durante o reinado de 70 anos, em 1959, ano em que ela estava grávida do príncipe André, e 1963, quando estava grávida do príncipe Eduardo.

Em 2020 a cerimónia foi suspensa devido à pandemia covid-19 e no ano passado teve a capacidade reduzida devido às medidas de saúde, mas mesmo assim a soberana nonagenária esteve presente.

Desde 2019 que deixou de ser transportada na tradicional e vistosa carruagem a cavalos dourado, optando por viajar até Westminster numa limusine por ser mais confortável.

A pompa militar também foi reduzida e a rainha deixou de usar a Coroa Imperial ou manto cerimonial devido ao peso e desconforto, envergando um vestido normal.

Outros costumes seculares deverão ser repetidos, incluindo manter simbolicamente um deputado como refém para garantir que a monarca sai do edifício em segurança.

Nos últimos dois anos, Isabel II tem reduzido a agenda pública e cancelou a participação em vários eventos, fazendo representar-se por outros membros da família real.

Em março faltou a uma cerimónia anual de comemoração da Commonwealth em Londres, a qual raramente falhou, mas fez questão de assistir a uma cerimónia religiosa em memória ao marido, o príncipe Filipe, que morreu em abril do ano passado, aos 99 anos.

A Casa Real já fez saber que a rainha não participará nas tradicionais festas de jardim no Palácio de Buckingham, para as quais são convidados cidadãos comuns, e não se sabe em que medida irá aparecer nas comemorações do Jubileu de Platina, em junho.

Em outubro passado, a rainha passou uma noite no hospital por uma razão desconhecida e foi aconselhada a descansar nos três meses seguintes, perdendo vários eventos importantes.

Em fevereiro, superou uma infeção de covid-19, mas continuou a desempenhar "tarefas leves", nomeadamente por videoconferência.

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