Os portugueses gostam de tomate e são muitas as confeções culinárias onde ele entra. Os tomateiros são plantas hortícolas bastante fáceis de cultivar, até em vaso, num pequeno canteiro ou numa horta, sendo muito generosas no que respeita à quantidade de frutos que produzem. Existem três tipos de tomateiros, que se distinguem quanto à forma de crescimento, podendo estes ser determinados, indeterminados ou mistos.

1. Tomateiros de crescimento determinado

São os que têm uma forma arbustiva geralmente baixa. Os frutos amadurecem todos ao mesmo tempo com um intervalo de poucos dias. Costumam ser usados para a produção de polpa e molhos, como é o caso, por exemplo, do tomate-chucha.

2. Tomateiros de crescimento indeterminado

São as variedades que não param de crescer e também, erradamente, de trepar porque eles não trepam, nós é que temos de os encaminhar, doutro modo, desenvolvem-se prostrados no solo. Dão fruto por vários meses até o frio acabar com eles. É o caso do tomate-cereja ou do muito apreciado tomate-coração-de-boi. É sobre este tipo de tomateiro que há mais intervenção de poda.

3. Tomateiros de crescimento misto

Sãs variedades mais raras que formam um arbusto, mas que lançam sempre novas hastes florais.

Aprenda a podar tomateiros

Porquê podar os tomateiros?

A poda dos tomateiros é uma tarefa que também é designada vulgarmente por capar os tomateiros. Consiste em remover rebentos vários dos tomateiros. São vários os objetivos pelos quais se podam os tomateiros, sendo um dos principais a obtenção de plantas mais arejadas, reduzindo as probabilidades de ataques de pragas e doenças, uma vez que as plantas ficam menos densas, nomeadamente doenças fúngicas.

Essa tarefa também facilita os tratamentos fitossanitários. Obter frutos de maior calibre é outra das pretensões dos que executam regularmente esta tarefa, pois, ao reduzir o número de ramos na planta toda a energia é centrada nos frutos que ficam. Tem o claro inconveniente de produzir menos frutos.

Quando iniciar a remoção dos rebentos?

Deve começar-se a remoção quando os tomateiros apresentam uma altura entre os 30 e os 40 centímetros. Normalmente, nessa fase vegetativa, aparecem as primeiras flores e é comum eliminarem-se todos os rebentos que lhe estão abaixo.

Que rebentos devemos remover e/ou capar?

Os rebentos que surgem na base do tomateiro, também designados por rebentos ladrões, assim como os rebentos que surgem nas axilas das folhas e que iriam dar origem a novos ramos, são os que devem ser removidos.

Com que dimensão se devem remover os rebentos?

O ideal será remover os rebentos quando estes apresentam uma dimensão entre os dois e os cinco centímetros de comprimento.

Quantos ramos e/ou eixos devemos deixar no tomateiro?

Não existe uma regra fixa. Fica ao critério do podador decidir, no entanto, se deixa apenas um eixo vertical ou dois ou mais eixos, vai depender de aspetos como a distância entre plantas, a fertilidade do solo e disponibilidade de água, entre outros.

Assim, por exemplo, se o compasso de plantação for muito apertado, com uma distância entre plantas de 30 centímetros, deverá deixar apenas um ramo/eixo vertical. Se a distância entre plantas for de 40 a 50 centímetros, então já permite deixar plantas com dois eixos e assim sucessivamente.

Durante quanto tempo se procede à poda dos tomateiros?

Esta deverá ocorrer durante toda a época de crescimento da planta, pois os tomateiros estão sempre a emitir novos rebentos laterais. Durante o desenvolvimento, se aparecerem folhas ou rebentos com doenças, devem remover-se para que estas não se propaguem. Essas folhas ou rebentos não devem ser deixadas no local nem devem ser colocadas no composto. Devem ser eliminadas por queima ou enterradas a 20 centímetros.

Texto: José Pedro Fernandes (engenheiro florestal)

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