De acordo com dados oficiais, estes casos prováveis (a designação oficial para casos suspeitos) foram validados pelos responsáveis da Direção Geral da Saúde (DGS) que atendem as chamadas que os profissionais de saúde realizam para a Linha de Apoio Médico, sempre que se deparam com um caso com critérios clínicos e epidemiológicos suspeitos.

Após as análises realizadas no laboratório de referência – o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) -, a hipótese de infeção pelo vírus do Ébola foi descartada.

Segundo a DGS, o risco de importação de casos para Portugal mantêm-se baixo, mantendo-se operacional a Plataforma de resposta à doença por vírus Ébola.

Dois simulacros

Portugal realizou, no dia 31 de outubro, dois simulacros que visaram testar a resposta do dispositivo português a casos suspeitos de Ébola e que foram avaliados positivamente por especialistas nacionais e internacionais.

Em Lisboa, o caso simulado foi o de uma mulher com 28 anos, namorada de um guineense de Conacri que estivera há uma semana no funeral do pai, em Farenah.

A mulher queixava-se de febre (39,5 graus) há 24 horas, a qual não cedia aos antipiréticos, e por isso decidiu ir a uma consulta num centro de saúde dos arredores, onde está inscrita.

No centro de saúde, o caso foi acolhido e validado como suspeito através das linhas Saúde 24 e de apoio aos médicos, sendo a doente transferida, pelo INEM, para o hospital de referência, o Curry Cabral.

O outro caso simulado no Porto foi o de um homem de 36 anos que regressou da Serra Leoa num voo via Paris, e que se queixava de febre e cefaleias.

O homem ligou para a Linha Saúde 24 e, através da Linha de Apoio Médico, o seu caso foi validado como suspeito à infeção por Ébola.

Neste caso, o doente foi transportado para o hospital de referência (São João, no Porto).

O surto de Ébola já matou mais de cinco mil pessoas desde fevereiro, a maioria na Libéria, na Serra Leoa e na Guiné Conacri, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Trata-se de uma doença com uma letalidade entre os 25 e os 90 por cento, para a qual não existe tratamento específico, nem vacinas comercialmente disponíveis.

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