Além da saída da assembleia Nobel, que agrupa 50 professores do Instituto Karolinska e atribui o prémio na área da medicina, Urban Lendahl apresentou também a demissão de membro do conselho da fundação Nobel.

"O professor Lendahl, que pode ser implicado no inquérito [a Paolo Macchiarini], demitiu-se do cargo de secretário-geral por respeito e para não afetar a integridade da ação do prémio Nobel", declarou o presidente da assembleia Nobel do Instituto Karolinska, Rune Toftgard, em comunicado.

Paolo Macchiarini, professor associado do Instituto Karolinska da Suécia, tornou-se conhecido por ter realizado, em 2011, o primeiro enxerto artificial da traqueia a partir de células estaminais, mas é acusado por vários colegas de ter sobreavaliado a eficácia dos procedimentos. Dois dos três doentes, que operou em Estocolmo, morreram e o terceiro está hospitalizado há mais de três anos.

Um inquérito externo, pedido pelo Karolinska, está a avaliar o processo de recrutamento e trabalho do cirurgião.

Na semana passada, o instituto, com sede em Estocolmo, anunciou que não ia renovar o contrato de Macchiarini e encerrar o laboratório do cirurgião.

Os investigadores norte-americano William C. Campbell, japonês Satoshi Omura e chinesa Youyou Tu foram os mais recentes galardoados com o Prémio Nobel da Medicina, em outubro de 2015.

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