“O cenário preocupante e degradado em que nos encontramos consiste em infiltrações e humidade por todo o edifício, chuva em salas, em laboratórios e no pavilhão, que é uma das zonas mais danificadas”, disse à agência Lusa a presidente da Associação de Estudantes, Ana Teresa Fonseca.

O cordão humano, com a participação de alunos, professores e outros trabalhadores da escola, visou “refletir o sentimento de preocupação e de reivindicação comum a todos os órgãos da escola”, adiantou.

“Todos nós, a Associação de Estudantes, conjuntamente com a direção da Escola e a Associação de Pais, decidimos juntar as mãos pela urgência de obras na Escola Secundária José Falcão”, explicou Ana Teresa Fonseca.

A origem do antigo Liceu de Coimbra, enquanto instituição de ensino da cidade, remonta a 1836, mas o atual edifício foi construído 100 anos mais tarde, tendo recebido sucessivamente as designações de D. João III e José Falcão.

“Na sua maior parte, a canalização e instalação elétrica é ainda a original”, referiu, indicando que a falta de sistema de climatização “muitas vezes obriga os alunos a levar mantas e alguns professores a trazer aquecedores” de casa.

Por outro lado, “as paredes encontram-se rachadas e o teto começa já a cair” em certas áreas da escola, frequentada por quase mil alunos.

“Perante este cenário tão delicado, o número reduzido de funcionários dificulta ainda mais o seu trabalho para o bom funcionamento da escola, apesar de todo o seu esforço para minimizar os problemas, que são bastante difíceis de esconder”, lamentou a dirigente estudantil.

Também o diretor da Escola Secundária José Falcão, Paulo Ferreira, se insurgiu contra a situação, que afeta o normal funcionamento da instituição.

“Precisamos que os nossos alunos tenham as mesmas condições que os outros”, reclamou Paulo Ferreira.

Nuno Dâmaso, professor de Biologia e Geologia, disse igualmente que “as condições não são as desejáveis” para desenvolver as atividades escolares sem perturbações.

O vereador da CDU na Câmara Municipal de Coimbra, Francisco Queirós, associou-se à iniciativa “em solidariedade com uma luta muito justa de toda a comunidade escolar”.

Para Francisco Queirós, que foi estudante e docente na Escola José Falcão, “é fundamental qualificar” o edifício e dar cumprimento às resoluções "apresentadas por todos os partidos” e aprovadas pela Assembleia da República.

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