"Temos buracos nas paredes, as janelas estão a cair, não há limpeza das salas, nem climatização dos espaços, que são muito quentes ou são muito frios", relatou à agência Lusa João Morgado, porta-voz dos manifestantes.

Segundo o estudante do 1.º ano da licenciatura em Teatro, faltam técnicos e auxiliares no polo do Colégio dos Leões, não há portas de emergências e o próprio edifício não tem condições e corre o risco de ruir.

"O último investimento que foi feito no polo foi uma rampa para pessoas em cadeira de rodas, mas a cadeira de rodas mesmo que entre no edifício não consegue entrar nas casas de banho nem consegue aceder ao primeiro piso, que é o das salas", disse.

João Morgado referiu ainda que nos edifícios onde são ministrados os cursos de Arquitetura e Artes Plásticas, apesar de terem sido remodelados, "continuam com problemas ao nível do aquecimento, que não funciona".

Construída em 1916, a antiga Fábrica dos Leões foi adquirida pela UÉ em 1998 e recuperada, obra que ainda está por concluir, e as suas instalações acolhem os departamentos de Arquitetura, Artes Visuais e Design e Artes Cénicas.

Duas das fases da reabilitação já estão concluídas, depois de um investimento superior a 11,6 milhões de euros, mas a terceira, que abrange uma secção do edifício onde ainda é ministrada formação em Artes Cénicas, aguarda "luz verde" para avançar.

Contactada pela Lusa, a vice-reitora da UÉ, Ausenda Balbino, afirmou que os alunos "têm o direito a manifestar-se", mas considerou que "muitas das reclamações até não correspondem à realidade".

"Não há qualquer problema do ponto de vista estrutural", frisou, indicando que técnicos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) já estiveram no edifício e fizeram "um levantamento", que concluiu que "não há qualquer risco".

Ainda assim, adiantou que a academia alentejana vai intervir em "toda a cobertura" do edifício, no âmbito de uma candidatura ao Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recurso (POSEUR).

Ausenda Balbino reconheceu a existência de problemas no sistema de aquecimento, o qual já está a ser revisto, assinalando que no edifício dos cursos de Teatro a questão não se coloca, porque "tem ar condicionado".

"A limpeza e higiene são feitas diariamente. A universidade tem uma empresa e assistentes operacionais que fazem essa limpeza", disse, garantindo que a academia "tem feito tudo para o melhor desenvolvimento das atividades" no Colégio dos Leões.

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