Quem são os Madcon?
Os Madcon são um duo constituído por Tshawe Baqwa, conhecido por Kapricon, que tem origens na África do Sul, e Yosef Wolde-Mariam, The Critical, cujos pais são da Etiópia e Israel. Vivemos na Noruega e há 17 anos que tocamos juntos. Neste último ano demo-nos a conhecer a toda a Europa.
Como se encontraram?
Conhecemo-nos no início dos anos 90, em Oslo, e começámos a tocar. No início a música era horrível, mas continuámos juntos.
Como definem a vossa música, agora?
Nós somos como uma publicidade da Benetton, porque há muitos instrumentos e influências na nossa música. Os nossos amigos são de várias nacionalidades, também. Temos influências de rock, soul, sons africanos, reggae. Ouvíamos isso quando éramos pequenos e tentamos trazer tudo para a nossa música, o que resulta numa coisa original, até porque tradicionalmente o hip hop é americano, não há muitos rappers europeus.
Não é a primeira vez que estão em Portugal...
Esta é a primeira vez que viemos em trabalho, mas de facto já cá tínhamos estado. Não nos lembramos de muito, mas lembramo-nos de Cascais.
E do que é que gostam mais em Portugal?
Das mulheres, que são muito bonitas. E os portugueses são muito relaxados, há boas vibrações. Viajamos pela Europa e vemos muitos tipos de povos diferentes. Na Alemanha, que foi onde estivemos antes, vivem quase como militares. E depois chegamos aqui e é tudo mais descontraído.
O público português é mais caloroso?
Seria injusto dizer isso. Não sabemos se é verdade, mas já ouvimos muita gente dizer que sim. Mas pessoas são sempre pessoas. Estivemos a tocar na Alemanha e toda a gente se divertiu. Mas talvez seja mais natural para vocês, porque são latinos, são mais generosos.
Fizeram um ‘show case' em Lisboa. Como correu?
Foi óptimo e estamos ansiosos pelos grandes concertos. Apesar de ter sido um concerto pequeno, as pessoas divertiram-se e apreciaram as músicas, e nós também passámos um bom bocado.
E ainda tiveram uma participação especial na série "Morangos com Açúcar". Como foi a experiência?
Foi muito divertido. Foi a primeira vez que fizemos uma coisa do género.
O que é que sabiam acerca da série?
Sabíamos que é uma daquelas séries juvenis em que todos andam apaixonados e há muita intriga. E sabemos que, na ficção, durante o nosso concerto alguém se vai beijar pela primeira vez.
O ano de 2008 foi muito intenso para vocês...
Sim, no final do ano fizemos férias pela primeira vez num ano e meio. Estivemos em África, longe de tudo e de todos, para não corrermos o risco de alguém ligar a marcar um concerto para o dia seguinte.
Quais são os vossos desejos para o ano de 2009?
O ano passado foi, praticamente, o nosso ano de apresentação. Andámos por toda a Europa a promover o nosso trabalho para que o público associasse as nossas caras à nossa música. Em 2009 é que vamos começar com a verdadeira digressão. Vamos fazer aquilo de que gostamos, que é estar em cima do palco e dar a conhecer as nossas canções.
Esta aventura ainda está a começar...
Sim. E começou muito bem. Já entramos numa série e tudo (risos) e agora esperemos que continue no mesmo ritmo.

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