Pedro Osório, do PSD, apresentou a petição intitulada “Radioterapia em Viseu já!”, que espera venha a reunir assinaturas suficientes para que o assunto seja discutido na Assembleia da República.

Atendendo a que “a área de influência do Centro Hospitalar Tondela Viseu abrange aproximadamente meio milhão de pessoas, referenciando centenas de doentes por ano para os serviços de radiologia de Coimbra, Porto e Lisboa”, é pedida ao Ministério da Saúde a “instalação urgente” da unidade de radioterapia.

A petição refere que este é um serviço "imprescindível para dar resposta às necessidades dos doentes, com a qualidade necessária e conforme se exige a uma unidade com a classificação e a diferenciação técnica” do centro hospitalar.

A deputada da CDU, Filomena Pires, e o deputado do BE, Carlos Vieira, apresentaram duas moções a pedir ao ministro da Saúde a instalação urgente deste serviço no Centro Hospitalar Tondela Viseu. Ambos lembraram um estudo da Entidade Reguladora de Saúde que apontava o Centro Hospitalar Tondela Viseu como o melhor local para o equipamento de radioterapia.

Depois de aprovadas as moções, o presidente da Assembleia Municipal, Mota Faria, disse que daria a petição ao presidente da Câmara para a assinar, depois ele próprio a assinaria e, de seguida, quem assim o entendesse, também o poderia fazer.

O PS manifestou-se contra a metodologia, por considerar que uma petição “é um ato de cidadania, um ato individual”.

“Não nos forcem a assinar, independentemente de nós querermos ou não. Eu até podia assinar, mas nestas circunstâncias recuso-me”, disse Ribeiro de Carvalho.

Mota Faria lembrou que, apesar do “grande consenso” na Assembleia Municipal sobre este assunto e do trabalho dos autarcas e dos deputados, “não tem havido uma decisão (do Governo), porque ela não é fácil”, por motivos financeiros, entre outros.

“Julgava que todos ficávamos empolgados e dávamos um sinal, num caso excecional em que o consenso tem sido demonstrado pelas moções. Não foi possível, respeitamos”, acrescentou.

Pedro Osório esclareceu que o objetivo da petição foi unir e não dividir, uma vez que se está a falar “de pessoas, não de derrotas e vitórias políticas”.

“Se nos mostramos desunidos, só estamos a dar razões ao Estado central para nos prejudicar”, considerou o presidente da Câmara, Almeida Henriques.

Mota Faria anunciou que vai fazer uma reunião com todos os grupos municipais e os dois presidentes de Junta independentes para assentar um texto único que sintetize todas as moções já aprovadas sobre a radioterapia, que será depois enviado às instituições e às Assembleias Municipais dos municípios vizinhos para que todos se pronunciem. A petição será também disponibilizada para que todos os interessados a assinem.

Outro assunto que motivou duas moções, igualmente aprovadas por unanimidade, foi a ligação a sul.

João Cotta, do PSD, apresentou uma moção na qual é pedido ao Governo que considere o projeto da Via dos Duques, deixado pelo anterior Governo, “de implementação e conclusão prioritárias para Portugal”.

No documento, refere “a importância, necessidade e urgência de uma ligação rodoviária de Viseu a sul, em perfil de autoestrada”, e “o trabalho avançado” já realizado pela Infraestruturas de Portugal no projeto Via dos Duques.

A outra moção foi apresentada por Carlos Vieira, do BE, e defende “a urgente requalificação do IP3, dotando-o das condições de segurança, comodidade e funcionalidade, sem portagens, independentemente da construção e concessão” da Via dos Duques.

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